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MUELLER VERSUS TRUMP: PERGUNTAS SOBRE UM CAMPO MINADO

| Editoria Política | 21/05/2018

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Embora o presidente americano Donald Trump tente desvalorizar o interrogatório e as perguntas do conselheiro especial, Robert Muller, no quadro das investigações da suposta interferência russa nas últimas eleições americanas, que considera nos seus habituais Twitters uma “caça às bruxas”, a verdade é os seus advogados consideram que esta entrevista pode revelar-se um autêntico campo minado que poderá explodir sob os pés do inquilino da Casa Branca.

Muitas das perguntas que foram obtidas pelo prestigiado” The New York Times”, revelam horizontes tão largos e detalhes tão aprofundados, que o presidente Trump terá muitas dificuldades em responder sem tombar em contradições que o podem levar a um “impeachment”. Por isso os seus defensores dividem-se entre aqueles que pretendem um “special training” para as respostas do presidente, e outros como Sol Wisemberg , advogado famoso do caso Whitewater de Bill Clinton em 1990, que afirmam que é um erro crasso que Trump compareça à entrevista de Mueller, que parece conhecer todos os detalhes do processo, para além “de que nós não sabemos exactamente o que ele sabe”, aconselha cautelosamente Wisemberg.

A primeira parte das 48 perguntas, incidem sobre os encontros tidos em Junho de 2016, na Trump Tower, em Nova Iorque, entre responsáveis da sua campanha eleitoral, que envolvem o seu genro Jared Kuchner e Paul Manafort, com emissários russos que prometeram informação secreta contra Hillary Clinton.

A investigação de Robert Mueller, um antigo director do FBI, tem avançado de forma cautelosa e segura, e tem levado a várias detenções de personagens perto da família Trump, e seus principais conselheiros, que se declararam culpados e prontos a colaborar na investigação dos factos, principalmente sobre as circunstâncias que levaram à demissão de Comey, antigo director do FBI,

Segundo Alan Dershowitz, professor na Universidade de Harvard da cadeira criminalística, Domad Trump poderá invocar os seus poderes constitucionais para recusar o inquérito, se bem que poderá ser acusado de utilizar esse privilégio para se furtar à verdade, com repercussões que irão a afectar a aura do seu desempenho. “ O grande jogo em questão” prossegue este especialista de Direito” seria Trump colaborar com a entrevista de Mueller, mas sem na verdade o fazer”.

O que torna fascinante este duelo entre Mueller e Trump, é que os dois nasceram no mesmo estado de Nova Iorque, são aproximadamente da mesma idade com poucos meses de diferença, mas possuem personalidades com uma visão completamente oposta dos Estados Unidos. Mueller segue a tradição dos grandes funcionários de estado, incorruptível e patriota; Trump é um milionário que colecciona sectores da economia que vai de “hamburgers”, casinos e imobiliário sem grandes escrúpulos e preocupações éticas, para desembocar na política com a mesma agressividade.

Mueller oferece-se voluntário para a guerra do Vietname e incorpora os marines, ganha uma a Estrela de Bronze, por ter rompido um cerco inimigo e vir em socorro de camaradas da mesma unidade, e mesmo ferido ter supervisionado a sua evacuação; Trump furta-se incorporação com sucessivos adiamentos em 1964/68, alegando razões médicas, porque tinha um esporão ósseo no pé. Enquanto Mueller faz a sua ascenção metódica no departamento de homicídios at é director do FBI, Trump torna-se cada vez mais ávido, declarando na sua auto-biografia: “estou convencido que a chave do sucesso é o descaramento. Gosto de brincar com o fantasmas das pessoas. Eles nem sempre veem a coisas em grande, mas adoram as pessoas que não hesitam em fazê-lo. É por isso que uma pequena hipérbole, de tempos a tempos não pode fazer mal.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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