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Política

ETIÓPIA E ERITREIA, O FIM DE UMA LONGA GUERRA

| Editoria Política | 25/07/2018

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A partir do último dia 09 de Julho tornou-se oficial: a longa guerra entre a Etiópia e Eriteria  terminara, tendo sido assinado o armistício entre o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed e o presidente eritreu Isaías Afwerki, em Asmara na capital da Eritreia. “ Esta é sem alguma dúvida uma das maiores notícias que emergiu nesta parte de África nas últimas décadas”, declarou Salomom Dersso, professor do Instituto de Segurança da Universidade de Addis Abeba.

Este acordo de paz põe fim a um conflito que começou em 1998 e que baixou de intensidade em 2000, na qual perderam a vida cerca de cem mil pessoas. Em 2002 uma comissão independente ordenou à Etiópia para devolver uma porção de território eritreu na fronteita entre os dois países, mas a Etiópia não acedera a este pedido, pelo que se seguiu um clima de guerra fria e escaramuças ao longo da fronteira nos últimos anos, separando populações historicamente ligadas, como culturas comuns e economias partilhadas.

A possibilidade de paz começou há oito semanas, após a nomeação de Abiy Ahmed, um antigo oficial de informação e segurança etíope, para o cargo de primeiro-ministro, que desencadeou um vasto movimento de reformas políticas na política interna, e que de forma inusitada propôs a devolução à Eritreia, da cidade de Badme, que o exército etíope tinha ocupado na contra-ofensiva contra o regime de Asmara.

Foram restabelecidas ligações aéreas e comunicações telefónicas entre as duas capitais, assim como a acessibilidades de portos no território eritreu no Mar Vermelho, reabertura de embaixadas. Geresa Tofta, activista político sediado nos Países Baixos, afirmou que o fim do conflito, iria “relançar o desenvolvimento económico e o bem-estar social da região”, acrescentando ainda que com “a reabertura dos portos e livre circulação de pessoas e bens, poderá assistir-se au boom e económico na região”.

A paz entre as duas nações inimigas para além dos benefícios económicos mútuos, vai facilitar a eliminação das políticas repressivas na Eritreia, entre elas um programa de termo indefinido que as Nações Unidas qualificam de escravatura nas suas características gerais.

“Agora que não existe tensão com a Etiópia, a expectativa é de um impacto directo na política da Eritreia, no mesmo contexto de liberalização operadas recentemente na Etiópia pelo primeiro- ministro Abiy Ahmed, que decretou amnistias, soltou centenas de prisioneiros políticos” escreveu Cristina Krippahi, da DW.

A guerra da Eritreia era a guerra mais longa do Corno de África, e passou por várias fases a começar pelo início da luta pela independência contra a Etiópia em 1961 (recorde-se que a Eritreia era uma província etíope, e constituía sua fachada marítima, com Asmara, seu porto de éguas profundas), a que se seguiu uma aliança táctica contra o regime marxista do DERG de Hailé Marian, sob a liderança de Frente do Tigre que acabou por tomar o poder em Addis Abeba, para depois se rescender quando a Eritreia invadiu a Etiópia em 1998, sendo a Bedma na Eritreia ter sido ocupada na contra-ofensiva das tropas etíopes até ao presente acordo de paz.

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