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Sudão do Sul, o último acordo de Paz?

| Editoria Política | 02/08/2018

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Os eternos rivais do Sudão do Sul –o presidente Salva Kir e seu vice-presidente, Risk Machar—assinaram um novo acordo de paz em Karthoum, capital da Republica do Sudão, mediado pelo presidente anfitrião Omar el-Bechir e Yoweri Museveni,  do Uganda, sob o olhar circunspecto e cépticos de todos os observadores internacionais, que nos últimos anos assistiram a diversos acordos do mesmo género que foram imediatamente desrespeitados pelas duas partes.

Menos de dois anos após a independência em 2011, e do referendo que conduziu à independência do Sudão do Sul, os confrontos começaram entre os partidários de Salva Kir, apoiado fortemente pela etnia Dinka, maioritária no país, e os apoiantes de Machar, apoiada pela tribo Nuer, rapidamente descambou numa feroz guerra civil que devastou o país.

Este último acordo envolve uma declaração para a constituição de um novo exército nacional, que integre forças beligerantes, fora do contexto de filiação étnica, capaz de criar um clima favorável à reconstrução das infra-estruturas destruídas, nomeadamente dos campos petrolíferos e melhorar a situação de extrema pobreza no país.

A guerra precipitou a fuga de centenas de milhares de refugiados para os países vizinhos, e empurrou duas 2,5 milhões de pessoas para o limiar da sobrevivência. A Oxfam denuncia atrocidades recentes cometidas pelas forças de ambos os lados, dentro de um país com tradições de “limpezas étnicas” e incursões para a captura de escravos.

“Este acordo paz, não resolve tudo imediatamente” afirmou Brian Adelaz, da fundação Enough Project, com sede em Washington, “mas observamos que pela primeira vez existe um cessar-fogo que esperamos que não seja quebrado”.

As duas alas que se digladiam no Sudão do Sul, emergiram do Movimento Popular de Libertação do Sudão do Sul (MPLSS), e das diferenças históricas regionais já pré-existentes sob o domínio colonial, que forjaram uma identidade nacional de forma artificial, entre o norte muçulmano que se estende na paisagem desértica sahariana e o sul cristão e animista, de florestas e savanas que se estende pelo Nilo Superior com uma geografia humana próximas dos Grandes Lagos orientais.

No Sudão do Sul encontram-se 75% das reservas petrolíferas do antigo Sudão, sobretudo na região de Abyei, que contribuem com 98% das receitas do país, sendo o norte (hoje denominada República do Sudão) utilizada fundamentalmente como território de passagem dos oleodutos até Port Sudan, situada no Mar Vermelho, a 575 quilómetros de Khartoun.

Considerado um dos conflitos mais longos do mundo, que com breves intervalos de paz , dura desde a independência em 1956, fortemente influenciada por alianças internacionais e regionais. A antiga URSS apoiou o Sudão na Luta contra o Sul, enviando milhares de conselheiros e armamento, para depois mais tarde apoiar o regime etíope de Hailé Marian, o que obrigou o Sudão a tecer alianças com a China, actualmente com fortes investimentos petrolíferos no sul.

Com uma economia devastada, o Sudão do Sul, a mais jovem nação africana apresenta todas as características de um “estado falhado”, figura na lista dos países mais corruptos do mundo, e lidera o Indíce Global da Fome, com a população mais faminta do planeta em 2013.

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