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Médicos trabalham para conter Ebola na República Democrática do Congo

| Editoria Saúde | 08/08/2018

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Cerca de nove mortes por Ebola estão confirmadas no novo surto que foi declarado no dia 1 de Agosto, na província de Kivu do Norte, afirmou ontem, o ministro da Saúde da RDC, Oly Ilunga Kalenga.

Especialistas em saúde identificaram pelo menos 966 casos suspeitos que já estão sob vigilância. Em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as autoridades do país criaram 12 equipas de vacinação.

O ministério da saúde daquele país iniciou hoje, 8 de Agosto, uma nova campanha de vacinação e está a usar a mesma estratégia para conter o surto anterior da província de Equateur, onde mais de 3.300 pessoas foram vacinadas. Este surto, a mais de 2.500 quilômetros de distância, teve 33 mortes confirmadas pelo Ebola.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou ter cerca de 3.000 doses de vacina para esta campanha. Especialistas em saúde na cidade mais próxima do novo surto, Beni, criaram “cadelas de frio” para manter as vacinais na temperatura ideal de 70 graus negativos.

Segundo a OMS este surto representa um “desafio particular”, pelo facto da região ser uma zona de guerra, com vários grupos armados ativos e dezenas de milhares de pessoas deslocadas.

O Congo tem lidado com o Ebola há décadas e este é o seu décimo surto do vírus. Identificado pela primeira vez no país em 1976. Um vírus que salta de animais para humanos, não tem tratamento específico e pode ser fatal em até 90% dos casos.

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