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Extensão rural em Angola: antecedentes, experiências recentes e desafios

| Editoria + Angola | 15/08/2018

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Por: José Maria Katiavala

Nos anos 60 e 70 do século XX a Revolução Verde constitui-se no principal motor das medidas de política agrícola seguida pelos países em vias de desenvolvimento. Beneficiando dos avanços registados na química agrícola e na genética, a Revolução Verde teve como âncora a utilização de agroquímicos e variedades de plantas e raças de animais altamente produtivas, o que, sem dúvida, proporcionou ganhos extraordinários na produção de alimentos.  

A extensão rural representou o veículo privilegiado de transferência de tecnologias desenvolvidas pelos institutos de pesquisa junto dos produtores rurais e, por isso mesmo, durante vários anos foi vista como a solução mágica para resolver os problemas da produção agrícola e do mundo rural em geral. No auge da Revolução Verde, a extensão rural centrou a sua acção na difusão de novas técnicas agrícolas e de maneio animal, visando o aumento da produtividade das culturas e criações.

Com efeito, a abordagem vincadamente tecnicista, produtivista e difusionista da extensão rural ignorou outras dimensões do processo de desenvolvimento, sobretudo a preocupação com a valorização do conhecimento e da experiência prática dos camponeses acumulados ao longo do tempo. Este determinismo modernizador da extensão rural acabou, em muitos casos, por subverter a racionalidade sociotécnica dos sistemas agrícolas endógenos baseados na maximização do capital ecológico disponível nas explorações (terra, pastos, água, sementes, animais), tornando-os dependentes dos insumos externos.

(Leia o artigo na integra na edição nº 130 da Revista África 21, mês de Julho)

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