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Grafites na Rua dos mercadores

| Editoria Cultura | 23/08/2018

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Quem percorre a baixa de Luanda não imagina que entre a Igreja da Nossa Senhora dos Remédios (Sé Catedral) e a rua Manuel Cerveira Pereira, contíguo ao Centro Cultural Brasil Angola, se localiza a Rua dos Mercadores, uma  pequena ruela com cerca de 140 metros de comprimento e quatro de  largura.

 Uma relíquia antiga fundada no final do século XVII, cujos edifícios possuem uma arquitectura colonial, com dois pisos. Num passado não muito afastado do presente, o lugar foi povoado por colonos ricos juntamente com suas famílias, que transformaram o local num empório comercial, onde se comercializavam variados produtos. Dezenas de escravos apanhados quais bichos no centro do país, eram alocados na parte lateral dos pátios das majestosas casas, para depois seguirem um destino penoso para o outro lado do atlântico.

Em 1957, conforme lavrado na portaria nº 9689, publicado no Boletim Oficial nº 7 de 13 de Fevereiro, a Rua dos Mercadores foi elevada á título de “Imóvel de Interesse Público.” Um Patrímónio maltratado pelo tempo e marginalizado pelos plenipotenciários que deveriam interceder de modo a conservar este local que guarda a hístoria de um tempo memorável.

Caindo aos pedaços, os edifícios carcomidos quase em total estado de ruína, assim está a Rua dos Mercadores, tal como muitos outros monumentos históricos-culturais, abandonados á própria sorte.

Nos últimos anos, surgiram associações como a KALU (Associação dos Naturais, Residentes e Amigos de Luanda) e o CEICA (Centro de Estudos e Investigação Científica e Arquitectónica da Universidade Lusíada de Angola) preocupadas com o “património público – arquitectónico, face à completa degradação e esquecimento”, que vêm realizando um conjunto de actividades de modo a gentrificar o Património Cultural principalmente de Luanda. Foi assim que criaram a “Campanha Reviver” um interessante projecto que começa com um passeio turístico denominado “ Rota dos Escravos.” Um itinerário que sai desde a Universidade Lusíada, galgando toda a zona nobre da cidade até ao “secular beco dos Mercadores”.

Este ano, a organização conta com a parceria do Centro Cultural Brasil Angola, junta-se nesta campanha, de revitalização do beco, os comerciantes e moradores daquela circunscrição. 

Para celebrar os dez anos da criação da “Campanha Reviver“, um elenco proveniente da Baía (Brasil), integrando produtoras culturais, uma equipa de cinematografia e grafiteiros visitou a capital. Mas a visita não parou por aí, os três grafiteiros brasileiros e restantes angolanos deixaram as suas marcas em grafites no mural da Rua do Mercadores, um acto que despertou o olhar curioso dos moradores que saiu para apreciar aquela “exposição a céu aberto”. Depois de Luanda, os artistas seguiram para Lubango a fim de dar continuidade ao projecto Murais da Leba, iniciado no ano passado, com a ida ao Brasil de Thó Simões a convite deste grupo de grafiteiros. Os grafiteiros encontraram nesta arte urbana, uma maneira de bradar contra o abandono do património cultural. 

O desconhecimento da importância dos monumentos históricos, aliado á fraca divulgação, concorrem para o desaparecimento dessas obras de excepcional qualidade. Por esta razão, as associações buscam por meio da música, a dança e a pintura, sensibilizar a população para a necessidade de conservação e limpeza sistemática do local.  

Para comemorar o dia Internacional da Abolição da Escravatura, que se assinala hoje, 23 de Agosto, a Rua dos Mercadores foi o lugar escolhido para recordar essa importante data. As 15 horas, uma intensa programação cultural, com música, recital de poésia, está reservada aos visitantes, um festim que vai até aos dias 24 e 25 deste mês.

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