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EXPLOSÃO URBANA EM ÁFRICA: SEUS DESAFIOS E OPORTUNIDADES

| Editoria | 10/09/2018

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Por Pedro Vila Nova

Vagas de pessoas migram do campo para as cidades que não estão preparadas para as receber. É assim em África onde se estima que 60% da sua população viverá nas zonas urbanas. Soam sinais de alarme: sem industrialização e com desemprego, a qualidade de vida nas cidades será tão precárias que tornarão insustentáveis a vida nas principais cidades dos países africanos

O movimento de urbanização em África ocorre com uma velocidade vertiginosa. A taxa de urbanização cresceu de 15% em 1960 para 40% em 2010, com uma estimação de 60% em 2015. Na próxima década, mais de metade da população africana viverá nas grandes cidades que se tornarão, cada vez mais, o espaço de novas narrativas de uma população desenraizada partilhando novas mitologias suburbanas, com novos sonhos na esperança de uma vida melhor. As grandes cidades africanas representarão uma espécie de “big apple” onde todos os “condenados da terra” querem mordiscar o seu pedaço.

Mas, com diferenças económicas e regionais e diferentes opiniões sobre o tema, uma questão parece incontornável, a saber: o enorme desafio de gestão que esta migração representa ao nível político, económico e de infra-estruturas capazes de fixar esta nova população em termos satisfatórios e potencializar o desenvolvimento social.

Recentes opiniões relacionadas com a geografia humana mostram que a prosperidade económica só é compatível com determinados rácios de densidade urbana. Um crescimento harmonioso e sustentável necessita de uma logística de serviços com mais-valia, sistema urbano eficiente e rede de transportes com ligações ao mercado regional e global.

No largo espectro de modelos de desenvolvimento, a urbanização em África tem várias características peculiares. Se bem que África e Ásia partilhem as mesmas taxas de migração urbana, o PNB africano foi um terço dos países asiáticos em 2012, com baixos índices de literacia e desenvolvimento humano, com infra-estruturas muito aquém das grandes metrópoles asiáticas.

 

(Leia o artigo na integra na edição nº 131 da Revista África 21, mês de Agosto)

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