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O boom da economia africana em 2019

| Editoria Economia | 28/09/2018

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Para o ano 2019 prevê-se um crescimento acelerado na economia da região subsariana superior a média mundial. O prognóstico foi feito pela Focus Economics, na sua habitual avaliação mensal das economias africanas remetidas para os investidores.

O relatório da Focus Economics menciona que pela primeira vez, comparativamente ao ano de 2015, período em que a economia africana cresceu cerca de 3,2 por cento, igual ao resto do mundo, a economia da África Subsariana vai crescer cerca de 3,7 por cento, uma subida signifiacativa desde a baixa do preço de petróleo.

Os analistas descrevem a economia daquela região para 2019, como sendo “uma economia global saudável, os preços elevados das matérias-primas e a subida da produção agrícola, bem como uma despesa pública sólida, devem apoiar o crescimento da África subsariana no próximo ano”.

Em 2018, o Produto Interno Bruto regional deverá crescer 3,2 por cento, facto que se comprovado, assinalará “o melhor resultado desde 2015”.

Entretanto, os especialistas em economia alertam que “apesar da economia estar mais sólida do que em 2016, quando o crescimento caiu para níveis de há mais de duas décadas, os desafios mantêm-se”, entre eles “as condições económicas, as más infra-estruturas e a pequena dimensão dos sectores privados, que restringem o ritmo do crescimento económico”.

Segundo os economistas, outro factor a reter, está relacionado com “várias economias que estão assoberbadas com os altos níveis de dívida pública e os problemas de segurança continuam a influenciar o nível de investimento”.

As informações apresentadas mostram que as economias africanas, durante o segundo trimestre de 2014, permaneceram estáveis em termos de crescimento, o que permitiu a sua rápida recuperação, no entanto a revisão nas métricas das maiores economias” causou uma baixa no crescimento.

No segundo trimestre deste ano, o valor médio do crescimento da economia da África subsariana foi de 2,8 por cento resultante do aumento da demanda pelas matérias-primas e da subida do preço.

Os gigantes da economia subsariana como Angola, Nigéria e África do Sul atravessam uma fase difícil, ”perdendo terreno no caminho da recuperação económica e falhando as expectativas dos analistas” sendo ultrapassados pelo Quénia e pelo Gana.

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