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Uma sucessão em dois actos

| Editoria Política | 02/10/2018

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Por José A. Rangel

Dois homens, dois destinos numa história de sucessão em dois actos. O primeiro aconteceu há um ano e José Eduardo dos Santos entregava as rédeas do poder da República a João Lourenço. O segundo acto acaba de acontecer no Centro Cultural de Belas, em Luanda, perante mais de dois mil delegados do VI Congresso Extraordinário do MPLA e José Eduardo dos Santos cedia o alto facho aceso a João Lourenço, pondo fim a um período de bicefalia, que levantou muitas polémicas no país político e foi desgastante para a imagem do segundo presidente de Angola e quarto do MPLA.

Os destinos dos dois maiores protagonistas dessa sucessão é também uma questão de história. Um abandona definitivamente a vida política e o outro toma o poder quase absoluto; um vai para a solidão política, o outro entra para fazer vingar a narrativa da mudança no que o “corrigir o que está mal” é a sua expressão mais emblemática. Um, 76 anos, é o sembante do desgaste político e institucional de um homem que governou o país (38 anos) e mandou no partido durante 39 anos em condição de líder absoluto e incontestável. O outro, 63 anos, tem ainda um longo caminho a percorrer…

A imagem repete a cena de há um ano: é contagiante. O vermelho, amarelo e preto dominam a sala, que o branco das cadeiras não interfere. Os rostos dos miltantes é a expressão de um estado de expiação política, quase uma catarse. Uns escondem as emoções, outros tentam mostrar calma e serenidade. Se enquanto durou a polémica bicefalia (que vai continuar nas províncias) os camaradas se haviam crispado entre “eduardistas” e “lourencistas”, sobretudo alimentada pela militância das redes sociais, a situação agora fazia crer numa zona cinzenta de actuação política. Talvez os “eduardistas” mais empedernidos – buscando a sobrevivência política e o prestígio social na República – se renderam ao novo líder dos “camaradas” e preferiram não levantar ondas.

Os clichês políticos da moda, com efeitos apaziguadores para a ocasião, não se fizeram rogar: “uma transição pacífica”, “um exemplo para a África e o mundo”, “uma mudança exemplar”, “mais uma vez estamos a provar maturidade política”, “transferência pacífica do poder”, “lição de democracia” fizeram as delícias da propaganda oficial e do discurso da militância.

(Leia o artigo na integra na edição nº 132 da Revista África 21, mês de Setembro)

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