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ÁFRICA DE AMANHÃ - A grande aposta nas tecnologias de informação e comunicação

| Editoria | 02/10/2018

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Por Amável Fernandes

O surgimento de grandes centros tecnológicos e dinâmicas comunidades high-tech em várias capitais africanas, de Dakar a Nairobi, passando por Lagos, Accra e Johannesburgo, modelam o futuro do século XXI e despertam a atenção das grandes multinacionais, que começam a investir naquele que se poderá tornar a breve trecho no maior mercado do mundo da era digital.

Segundo o Diagnóstico de Infra-Estruturas Nacionais de África (AICD) para o Banco Mundial, um estudo que se debruçou sobre 24 países africanos, os telefones fixos aumentaram 1,4 milhões para 8,1 milhões no ano de 2000, para subirem para 9,5 milhões em 2005, o que de certa maneira representa um avanço fabuloso no mercado das comunicações, mas que está muito aquém da autêntica explosão que se regista no mercado das comunicações em fio, que passa no mesmo período de 10 milhões para 110 milhões de portadores de telefones móveis.

Em 2006, 57% dos africanos viviam em zonas cobertas por rede móvel, hoje estima-se em quase 85% da população viva no raio de cobertura móvel sem fios, o que mudam as dinâmicas económicas e sociais, redesenhando novos mapas de interactividade no continente e no mundo.

Para milhões de jovens africanos sem emprego, a paixão pelas novas tecnologias, a revolução numérica em África, oferece uma enorme possibilidade de intervir no mercado de emprego no campo da criação e da inovação empresarial.

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) oferecem formidáveis oportunidades à juventude africana”, afirma Mohamed Alfi, director geral da Sawari Ventures, uma sociedade de capital de risco, que aposta nas novas tecnologias, citado no Afrique Renouveau. “O desenvolvimento de novas aplicações, é o único sector que um investimento de mil dólares pode reportar um milhões de dólares”.

(Leia o artigo na integra na edição nº 132 da Revista África 21, mês de Setembro)

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