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Especial Brasil Eleições

Brasil: A três dias das eleições presidenciais, cresce a tensão no país

| Editoria Especial Brasil Eleições | 05/10/2018

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Por Celso Marcondes

Nesta quinta-feira, 4, acontecerá o debate decisivo entre os candidatos à presidência da República. Ele será transmitido ao vivo pela TV Globo, a emissora de maior audiência e com alcance em todo o país. Em todas as eleições anteriores, o desempenho dos candidatos e a repercussão que o debate propiciou nas redes sociais e noutros meios de comunicação nos dias seguintes influenciou sobremaneira os eleitores indecisos, assim como aqueles que passaram a perceber que seus candidatos não teriam mais chances de vitória. Ou seja, costumeiramente há no Brasil uma grande migração de votos na reta final da campanha.  

As pesquisas eleitorais, outra mania dos brasileiros, passam a ser feitas diariamente e  mexem a toda hora com os corações e mentes dos eleitores. Muitos se guiam pelas pesquisas,  enquanto tantos outros não dão credibilidade à elas.  

O debate de hoje não contará com a presença do principal protagonista destas eleições,  o capitão reformado do Exército, Jair Bolsonaro, líder em todas as pesquisas. Representante da extrema - direita e defensor da volta de um regime militar no país,  ele se recupera do ataque à faca que recebeu a menos de um mês e afirmou que seu médico o proibiu de participar do debate.  

O fato é que sua ausência será de grande ajuda para o candidato, pois ele seria o alvo preferencial dos adversários. Suas ideias racistas, misóginas,  xenófobos e violentas seriam contestadas por todos. Com mais de 30% das intenções de voto nas pesquisas,  todos os analistas políticos acreditam que ele já tem garantido seu lugar para o segundo turno das eleições. 

Sem Bolsonaro no debate, todas as baterias serão voltadas contra Fernando Haddad, o candidato de esquerda,  do Partido dos Trabalhadores, que está em segundo lugar nas pesquisas com cerca de 20% das intenções de voto. 

Os demais candidatos de direita e centro ainda apostam no surgimento de uma "terceira via" que amenize a polarização entre esquerda e extrema - direita que se desenha cada vez mais como cenário provável para domingo próximo.Também o candidato de centro - esquerda,  Ciro Gomes, sonha em ocupar o lugar de Haddad, o candidato do ex -presidente Lula. Ele tem cerca de 11% dos votos nas pesquisas, metade de Haddad,  mas acredita em um crescimento na reta final. 

 O fato é que os brasileiros participam agora da mais importante batalha que o país vivênciou desde o fim da ditadura militar, em 1985. Enquanto Bolsonaro quer aglutinar todos os setores conservadores e reacionários da sociedade assim como os representantes do mercado financeiro, dos agronegocios, dos militares e da Igreja Evangélica,  Fernando Haddad procura atrair os líderes dos setores democráticos e dos movimentos sociais. 

Desta disputa histórica pode sair um novo país. Resta saber quais consequências ele vai oferecer para seu povo,  pois as duas propostas são diametralmente opostas. 

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