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Saúde

Cólera mata cerca de 175 pessoas no noroeste da Nigéria

| Editoria Saúde | 13/11/2018

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Cerca de 175 pessoas morreram no noroeste da Nigéria vítimas do vírus da cólera e pelo menos dez mil estão afectadas, anunciou na terça-feira,12, o porta-voz do Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC).

O porta-voz do Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC, siglas em inglês) classificou a progressão do contágio de “salto dramático” em poucos dias. “A doença está a espalhar-se rapidamente nos campos de deslocados que têm acesso limitado a instalações sanitárias decentes", disse Janet Cherono, líder do projecto do NRC em Borno.

As regiões mais afectadas são Adamawa, Yobe e Borno, este último controlado por Boko Haram.

Devido ao surto causado pelo vírus da cólera, o sofrimento da população no noroeste da Nigéria aumentou consideravelmente na terça-feira, com a detecção de mais dez mil casos.

Na origem da epidemia está aconcentração elevada da população  nos acampamentos de refugiados, o que dificulta a provisão de água potável para o consumo humano e a implementação de medidas de higiene.

A Nigéria é o país mais populoso de África, tem uma população estimada em 180 milhões de habitantes. Segundo o presidente da Nigéria Muhammadu Buhari, um quarto da população não tem acesso a casas de banho e “o acesso a água canalizada” reduziu de 32%, em 1990, para 7% em 2015."No entanto, ninguém prestou a devida atenção a este problema, a julgar pelo grande número de doenças relacionadas com a água que se desenvolvem no nosso território", lamentou Buhari.

De acordo com o porta-voz do NRC, caso as autoridades não tomarem providências, alargando o território de campos de refugiados internos, a Nigéria registrará outro surto de cólera em 2019.

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