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A colonização em questão na Nova Caledónia

| Editoria Destaque | 19/11/2018

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O “não” à independência venceu o referendo de 4 de Novembro na Nova Caledónia, mas a questão da descolonização da grande ilha do Pacifico, sob domínio francês desde 1853, não ficou resolvida como esperava o Governo francês.

 

Com uma participação de mais de 80% dos mais de 175 000 eleitores habilitados, os defensores da permanência do «Cailloux» (pedregulho), como é familiarmente designada a Nova Caledónia, obtiveram um resultado – pouco mais de 53% – muito aquém do esperado e das previsões.

 

O número de votantes a favor da independência plena ultrapassou em muito o número – 39% – da população que se identifica como «canaques», os descendentes dos povos que habitavam o arquipélago à chegada dos europeus. Por isso, a reivindicação de uma identidade própria deixou de ser o apanágio dos militantes da Frente de Liberação Nacional Kanak Socialista. O movimento “Viver Junto”, palavra de ordem dos partidários do “não”, vai exigir uma reflexão, negociações e alterações – incluindo institucionais – do actual sistema político francês.

 

Com efeito, desde os acordos de 1998, concluídos após cinco anos de quase guerra civil entre  os “pró” e os “anti” independentistas, a França concedeu à Nova Caledónia uma autonomia crescente. Ela foi muito superior à das outras possessões, territórios e comunidades do chamado «ultramar» com a intenção evidente de conservar o arquipélago e as suas riquezas  (8% das reservas mundiais de níquel) e da sua imensa Zona Económica Exclusiva marítima sob a bandeira francesa. Mas a transferência de competências e as ajudas financeiras às autoridades locais não bastaram para apagar as memórias e saldar as contas da violência colonial porque, como disse uma independentista, diplomada e quadro superior do ministério francês da Saúde, a descolonização “é uma questão de dignidade e de justiça histórica”.

 

Como não é possível ir mais longe na autonomia, no marco da actual constituição da República francesa, é a revisão deste quadro que vai ter de ser negociada a partir de Janeiro próximo com o governo de Paris, como reconheceu o primeiro-ministro Edouard Philippe, logo após a divulgação dos resultados. Uma vitória dos independentistas num dos próximos referendos – previstos nos acordos de 1998 – deixou de ser uma quimera a partir do momento deixaram de lado a atitude de boicote das consultas eleitorais organizadas pela metrópole para implicar-se politicamente na definição do seu futuro.

 

Uma viragem histórica capaz de influenciar outros habitantes dos territórios não descolonizados ou incorporados administrativamente ao Estado francês, como Mayotte (uma das Ilhas  das Comores) ou as Antilhas. “A França é um Estado federal que se ignora. Se a Nova Caledónia acede ao estatuto de Estado associado, o centralismo terá perdido a batalha”, adverte um politólogo francês. Uma batalha que não diz respeito apenas à França, como se viu nas recentes crises da Catalunha (Espanha) e da Escócia (Reino Unido) mas directamente relacionado com o ressurgimento do sentimento identitário, na base dos sucessos políticos dos partidos e líderes ditos populistas.

 

 

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