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Especial Brasil Eleições

Para onde irá (e como irá) a Economia?

| Editoria Especial Brasil Eleições | 19/11/2018

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Jonuel Gonçalves

A movimentação em torno do futuro governo Bolsonaro prossegue já com algumas indicações importantes na área da Economia.  Tereza Cristina, da “bancada ruralista”, deve assumir a pasta da Agricultura, Paulo Guedes é super citado para super-ministro da Economia e Finanças e o ministério do Trabalho deve ser extinto, não se sabendo ainda onde serão colocados os seus departamentos. Suspense sobre o futuro presidente do Banco Central (BC) e como vão ficar os ministérios da Indústria e do Comércio Exterior.

Nome sem ligação direta à economia, mas influente por ser o coordenador geral do governo é Onyx Lanzaroni, cotado para ministro Chefe da Casa Civil e já em funções como ministro extraordinário para a Transição, no governo Temer.

A pasta da Agricultura continua decisiva no Brasil. Apesar de todas as proclamações, há décadas, sobre a industrialização do país, o agro-negócio permanece no topo, tanto para abastecimento interno como fator de equilíbrio da balança comercial. Vários economistas referem que o Brasil continua a ser um “agrário exportador” de fato. É dos raros setores que se manteve nas linhas da rentabilidade, enquanto a estatística revela desindustrialização, pelo menos desde 2010.

A “bancada ruralista” é composta em maioria por fazendeiros ou quadros ligados ao empresariado rural. A opção por ela vem junto com fortes críticas (desde a campanha eleitoral) contra o Movimento dos Sem Terra (MST), acusados pelos proprietários de cometerem atos de vandalismo e ocupações ilegais.

A defesa do direito de propriedade será, sem dúvida, o eixo central da política agrícola de Tereza Cristina, não excluindo a distribuição gradual de terras e até crédito aos pequenos ou novos proprietários.  Ninguém pode ignorar que a maior parte dessa propriedade é familiar. Aqui, pode haver dois links: um ligado à promessa de não encerrar o programa “Bolsa Família” e o outro sobre qual será a atuação do próprio MST, num quadro em que grande número de pequenos agricultores votaram no presidente eleito, em quatro macrorregiões brasileiras.

Paulo Guedes já está no centro de muita controvérsia, começando pela sua competência. Na área dos seus partidários é apresentado como alguém de ótimo currículo, com destaque para a Universidade de Chicago onde estudou e as bem sucedidas operações de mercado no Brasil. As suas primeiras declarações foram no sentido de se aprovar uma nova e mais restritiva legislação sobre a Previdência, acompanhada de ajustamento salarial da função pública só em 2020, talvez em montantes abaixo do previsto até aqui.  Condições por ele consideradas essências para a redução da dívida federal.  A extinção do ministério do Trabalho e algumas fusões ministeriais iriam na mesma direção.

Insistência na independência do BC

Pergunta que fica é se a nova disciplina financeira será de imposição com algum gradualismo ou a passos largos e como os investidores vão efetivamente reagir. Dessa reação dependerá a melhoria do mercado de trabalho e, por consequência, o poder de compra interno. O Brasil está, no mínimo, com 12 milhões de desempregados, a maior parte deles há vários anos e muitos já desistiram de procurar emprego, aumentando o setor de atividades precárias.

No plano externo, Guedes é citado como tendo minimizado a importância da Argentina, significando, em princípio, pouca consideração pelo Mercosul.  Esta observação somada às criticas de Bolsonaro à China, durante a campanha, pode revelar intenções de alterar a ordem dos parceiros internacionais e provocou críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em seguida atacado pelo próprio Bolsonaro e por um empresário próximo deste.

Neste detalhe, porém, é de sublinhar que o presidente eleito teve um encontro com o embaixador chinês em Brasília e foi convidado por Michel Temer para se deslocar com a delegação brasileira a Buenos Aires, neste final de novembro, para a reunião do G20. Talvez não possa ir em virtude do seu estado de saúde, pois tem prevista uma nova cirurgia nos intestinos, atingidos por uma facada durante a campanha.

Adversários de Paulo Guedes – como a revista “Carta Capital” ligada ao PT – acusam-no de não conhecer os fundamentos da tramitação orçamental. Por outro lado, sem considerações de nomes, a revista “Dinheiro” (edição da “Isto é”) colocou na capa que “após a recessão de Dilma e as incertezas de Temer” agora os investidores ganharam novo alento.

Primeiros passos sobre uma economia que permanece volumosa, graças à dimensão geo-demográfica do país,  mas com muitos estrangulamentos e vícios.

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