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FRACASSO DA REBELIÃO NA ILHA DE ANJOUAN

| Editoria Destaque | 20/11/2018

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O governador da ilha de Anjouan, na República das Comores, foi detido em prisão preventiva por “participação no movimento insurreccional”, que se seguiu aos afrontamentos  que tiveram lugar em meados de Outubro entre um grupo de rebeldes e forças regulares do exército comoriano, informou a AFP citando fontes judiciais.

O governador Abdou Salami Abdou é acusado de atentar “contra a unidade nacional, cumplicidade de assassinato, rebelião, porte de armas não autorizado e atentado à ordem pública”  – como consta no auto de acusação da juíza Noura Ousséne. O tribunal de Segurança do Estado foi convocado para começar a instrução do processo, que colocou o detido em residência fixa, embora este negue qualquer ligação à insurreição armada.

Abdou Salami é membro do partido da oposição Juwa, do antigo presidente Ahmed Abdalah Sambi, ele próprio também preso há cerca de cinco meses acusado de corrupção e desvio de fundos. No total, são 10 os responsáveis do partido Juwa que se encontram sob prisão nos últimos meses, neste arquipélago pobre da União das Comores, situado no Oceano Índico.

Abdou Salami Abdou (adversário declarado do presidente Azali Assoumani) tinha tomado posições públicas contra a reforma constitucional do actual chefe de  Estado impulsionada pelo referendo de 30 de Julho, que punha fim à presidência rotativa entre as três ilhas do arquipélago da União das Comores (Anjouan, Grande Comore e Moheli), no momento em que a presidência cabia ao representante da ilha de Anjouan, maioritariamente da oposição.

Além de acabar com a presidência rotativa, a actual reforma constitucional permitia ao  presidente Azali Assoumani, um antigo oficial putchista, continuar como chefe de Estado até 2019, facto que terá contribuído decisivamente para uma insurreição quase espontânea que foi abafada pelas forças de segurança.

O arquipélago das Comores, define-se como uma república federal insular, que desde a sua independência, em 1975, tem sido palco de violência e interferências regionais na luta sucessória de vários presidentes. Em 1978, a luta ganhou celebridade quando o famoso chefe mercenário belga Bob Denard projectou o desembarque de um comando de mercenários e tomou o poder no arquipélago.

Situada na zona do Canal de Moçambique, o arquipélago é maioritariamente muçulmano (cerca de 98% da população que ronda os 700 mil habitantes) e depende da ajuda internacional, principalmente francesa, que detém a ilha de Mayotte, situada mais a norte, onde projectou a sua maior base militar no Índico. Faz parte da União Africana e é o terceiro país menor de África. Exporta canela, baunilha, café e açucar para os países vizinhos.

 

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