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Política

Baciro Djá diz que foi demitido de PM na Guiné-Bissau por pressões de Portugal

| Editoria Política | 27/11/2018

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 O antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Baciro Djá, acusou o Governo português de estar por trás  da sua demissão  do cargo de chefe de governo, funções que ocupou de 2015 a 2016, por pressões de Portugal, sobre o Presidente guineense, José Mário Vaz.

O pronunciamento foi feito num comício, na aldeia de K3, no centro da Guiné-Bissau, Djá afirmou que José Mário Vaz recebeu pressões de vários chefes de Estado para o tirar da chefia do Governo, nomeadamente Portugal que não gostou do facto de ter substituído Domingos Simões Pereira, que também acusa de ser "um agente português na Guiné-Bissau".

 "Vão dizer ao Jomav que sei que ele me tirou do cargo de primeiro-ministro porque recebeu pressões de alguns chefes de Estado, sobretudo de Portugal", disse, Baciro Djá,

Parte inferior do formulário

Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros de portugal, Augusto Santos Silva, negou qualquer interferência na demissão do ex-primeiro-ministro Baciro Djá, afirmando que o Governo nunca exerceu pressão sobre as autoridades guineenses e "não se imiscui" nos assuntos internos deste país.

Portugal "nunca exerceu qualquer pressão sobre qualquer autoridade da Guiné-Bissau no sentido de nomear ou demitir qualquer membro de qualquer dos órgãos de soberania da República da Guiné-Bissau".

Augusto Santos Silva garante que "a única coisa que deseja" é "estabilidade política e institucional" que permita à Guiné-Bissau percorrer "os caminhos do desenvolvimento e tirar todo o partido da cooperação com países terceiros, incluindo Portugal, em favor do seu próprio povo e no quadro das escolhas políticas que soberanamente entenda fazer".

O antigo governante disse também que o ex-primeiro-ministro guineense Domingos Simões Pereira foi condecorado por Portugal e "quando assim é esse país não gosta de ver cair a pessoa".

Baciro Djá de 45 anos, foi chefe do Governo da Guiné-Bissau,  de 2015 e 2016,  actualmente, lidera a Frente Patriótica de Salvação Nacional (Frepasna), foi primeiro-ministro entre 20 de Agosto e 17 de Setembro de 2015, e mais tarde, entre 27 de maio a 18 de Novembro de 2016.

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