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Felipe VI pede a Mohamed VI para ir "mais longe " no controle da emigração

| Editoria Sociedade | 14/02/2019

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O rei de Espanha Felipe VI pediu  na quarta-feira,13, em Rabat, ao seu homólogo marroquino, rei Mohamed VI, para  intensificar sua colaboração para impedir a chegada de imigrantes ilegais à Espanha. 

As autoridades espanholas transmitiram aos seus homólogos marroquinos uma mensagem de agradecimento pelos esforços de Rabat na luta contra a imigração ilegal (à qual Marrocos dedica 13.000 tropas das suas forças de segurança), mas pediram-lhes que fossem "mais longe" em cooperação bilateral para controlá-los.

Para tal, A Espanha  assinou dez acordos com o Marrocos,  dos quais o de luta contra o crime organizado (terrorismo, tráfico de droga e imigração ilegal) e o protocolo de cedência  do teatro Cervantes de Tânger, assinados pelo  ministro do Interior de Espanha, Fernando Grande-Marlaska Marlaska e pelo ministro marroquino do Interior, Abdelouafi Laftit. 

A Espanha ofereceu apoio a Marrocos  para reforçar o controle de suas fronteiras, não só ao encerrar as costas de onde os barcos estão navegando, mas também protegendo as entradas pelo aeroporto de Casablanca e combatendo as máfias que traficam seres humanos.

A Organização Internacional para as Migrações estima quecerca de  4.104, imigrantes chegaram em pequenas embarcações, ao  Estreito de Gibraltar, em Janeiro deste ano.

Para limitar este fenómeno, a Espanha ofereceu a Marrocos um impulso à imigração regulamentada de trabalhadores sazonais, como os morangos de Huelva, que passaram de 198 em 2000 para 19.179 na campanha de 2019.

Com esta campanha, Felipe VI quer reforçar o retorno de imigrantes ilegais, que após a repressão que ocorreu no ano passado, "aumentou substancialmente", como assegurou Fernando Grande-Marlaska.

A Espanha e Marrocos que já possuem delegacias comuns em Tânger e Algeciras, formarão equipas de policias conjuntas para combater a emigração.

 

 

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