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A África a mercê de um Triângulo Voraz

| Editoria | 13/03/2019

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                                                                                                                                                                                                                                  Por Mário Pedro

Movidos, uns pela avidez por matérias-primas, outros pelo propósito de um suposto combate ao terrorismo ou, simplesmente, pela reconquista de zonas de influência, a África volta a estar a mercê de um intrínseco triângulo de interesses, formado pela China, EUA e Rússia.

A PUJANTE ENTRADA chinesa em África, na década de 2000 capitalizou, desde logo, as paixões do mundo político, tanto pela visibilidade da estratégia para o crescimento e globalização da sua economia, como para o desenvolvimento do continente negro. 

A China precisa de matérias-primas para manter o seu nível de crescimento e a África tem-nas em abundância e variedade. A África necessita de capital para desenvolver infra-estruturas, de mercados para a sua produção, tecnologias e equipamentos para lançar as bases de uma indústria virada para as exportações.

A China tem esse capital, tecnologia, equipamentos e mercados para esses produtos. A África necessita de ajuda pública ao desenvolvimento e de investimento directo estrangeiro para se desenvolver economicamente e a China está disponível em cooperar também nesse domínio. 

Quando Deng Xiaoping (1904 – 1997) iniciou, em 1978, a Política de Reformas e Modernização, a China estava numa situação semelhante a que se encontra hoje a maioria dos países africanos.

O sucesso alcançado em 30 anos, por este modelo justifica, por isso, as expectativas que se estão a gerar nos países africanos, relativamente ao Investimento Directo Estrangeiro (IDE) chinês.

Algumas questões levantam-se, entretanto, com alguma pertinência. Será que a China vai conseguir dinamizar o desenvolvimento de África, com sucessos onde as políticas de ajuda ao desenvolvimento e investimento americano e europeu falharam?

Os investimentos visíveis, através da iniciativa Nova Rota da Seda da China, que já rondam os triliões de dólares, formam apenas uma parte da estratégia do gigante asiático de promover um novo sistema global, que coloca Pequim no centro.

(Leia o artigo na integra  na edicção nº137 da Revista África21, mês de Março)

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