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Drogas em África As novas rotas do tráfico de heroína

| Editoria Sociedade | 13/03/2019

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Por Roberto Sandoval

Até muito recentemente a heroína era rara em África. Os consumidores de droga preferiam drogas menos duras e menos letais. A heroína estava ligada a certas paisagens turísticas, como Zanzibar, ou certos bairros elegantes de brancos de Johannesburg. Mas desde 2006, o consumo de heroína disparou, com evidentes prejuízos para a saúde pública e política africana.

A SÚBITA APARIÇÃO da heroína em África está ligada ao aumento ao aumento da oferta global desta droga e dos circuitos de abastecimento dos mercados internacionais. Com a consolidação do poder militar dos talibans no Afeganistão, onde cerca de 85% da heroína é produzida, aumentou também a área de plantio controlados pelos senhores da guerra, que transformaram a heroína na principal exportação do país. Em 2017, a produção da papoila aumentou 65%, atingindo 10.500 toneladas, que constitui um recorde desde sempre, segundo informação actualizada do Gabinete das Nações Unidas para Drogas e Crimes (UNODC).

Não somente se registou um aumento da produção de heroína, como também se registou um súbito aumento do seu tráfico no território africano. A tradicional rota balcânica que penetrava o continente europeu através do Irão, Turquia, e sudeste do continente europeu (Bulgária, Hungria, Sérvia e outros países da região) foi durante décadas a principal via de penetração nos grandes mercados de distribuição.

Mas as dificuldades aumentaram nos últimos anos, em consequência de conflitos regionais, nomeadamente na Síria, que levou o Irão e a Turquia, uma vigilância mais cerrada nas suas fronteiras, ao mesmo tempo que os países da União Europeia, intensificaram também o controle de alfândegas e movimentações de pessoas devido à crise dos refugiados e imigrantes.

Perante o aumento de custos e riscos da rota ocidental, os grandes cartéis da heroína começara a utilizar a rota do sul, a chamada “rota dos sabores” (smack track), que parte do Afeganistão, para a costa do Paquistão, onde é transportada em “dhows”,pequenas embarcações tradicionais de vela tradicional muito comuns no Mar Arábico, que desembarcam a mercadoria na costa oriental de África, na Somália, Quénia, Tanzânia e Moçambique, para sua vez, a partir dali, reencaminhada por via terrestre para a África do Sul, para ser reexpedida por contentores para a Europa e resto do mundo.

A rota terrestre que parte do Quénia para o norte de África, com tradições milenares do comércio caravaneiro que atravessa o deserto do Sahara, renasceu com novo vigor, com a Líbia pós-Kadhafi, funcionando como ponte sem guarda.

A utilização da rota sahariana pelos traficantes de droga, está estreitamente associada à crescente eclosão da guerrilha islâmica em toda a região do Sahel, tal como em Moçambique, está ligada à guerrilha persistente que alastra no norte deste país.

(Leia o artigo na integra  na edicção nº137 da Revista África21, mês de Março)

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