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República Democrática do Congo: Ataques mataram 535 pessoas e tiveram apoio de chefes tradicionais

| Editoria Política | 13/03/2019

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Os ataques intercomunitários na Republica Democrática do Congo (RD Congo), entre 16 e 18 de Dezembro de 2018, causaram a  morte de pelo menos 535 pessoas e foram  “planeados e executados com o apoio dos líderes tradicionais”, denunciou , terça-feira,12, a ONU.

Segundo a ONU além dos 535 mortos há também 111 feridos na sequência dos ataques ocorridos durante três dias naquele país. Estes ataques "foram realizados com o apoio dos chefes tradicionais".

O relatório foi feito depois da ONU ter recebido denúncias segundo as quais 890 pessoas teriam sido mortas e milhares deslocadas.

“O inquérito pôde confirmar que pelo menos 535 homens, mulheres e crianças foram mortos e 111 outros foram feridos nas aldeias de Yumbi, Bongende e Nkolo II”, na sequência dos ataques ocorridos durante três dias naquele país, referem as Nações Unidas num relatório do Conselho dos Direitos Humanos, considerando que os mesmos “podem constituir crimes contra a humanidade”.

O escritório conjunto das Nações Unidas para os direitos humanos na RD Congo abriu o inquérito que levou a estas conclusões depois de ter recebido denúncias segundo as quais 890 pessoas teriam sido mortas e milhares deslocadas, na sequência dos ataques entre as comunidades de Banunu e Batende.

O resultado do inquérito “especial” no território de Yumbi, província de Mai-Ndombe, na zona oeste da RD C levou a ONU a admitir que “o número real de mortos será ainda mais elevado, porque numerosos corpos foram provavelmente lançados no rio Congo”, concluiu.

 

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