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FMI avisa que economia de São Tomé e Príncipe enfrenta “imensa pressão”

| Editoria Economia | 21/03/2019

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu na quarta-feira, 20, que a economia de São Tomé e Príncipe está "sob uma imensa pressão", com uma "subida vertiginosa" da despesa e quebras da receita, propondo um programa de três anos no país.

"O país está sob uma imensa pressão. De facto, aquilo que se constatou no ano passado é que a despesa subiu vertiginosamente enquanto a receita caiu bastante", disse Xiangming Li, chefe da missão do FMI, que iniciou quarta-feira negociações com o Governo são-tomense para alcançar um programa com duração de três anos, destinado a "ajudar a fazer crescer a economia e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos".

"Normalmente este tipo de programa tem uma duração de três anos, se conseguirmos estabelecer esse programa e lançá-lo este ano, à partida durará até 2022", disse a responsável do FMI à imprensa, no final do primeiro encontro mantido com o ministro do Planeamento, Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz.

A missão do FMI foi convidada a deslocar-se a São Tomé pelo Governo de Jorge Bom Jesus, que se manifesta preocupado com a situação macroeconómica do país.

Xiangming Li defendeu que para reverter o actual quadro e melhorar as condições, o Governo tem "uma tarefa muito árdua", de "aumentar as receitas, garantir a promoção do sector privado de modo a que haja fundos para a saúde, educação, para todo o sector social".

A chefe da missão do FMI referiu ainda que para aumentar a receita do país "é preciso aumentar a base tributária" e explicou que "até há pouco tempo, basicamente as receitas do país dependiam muito dos impostos sobre as importações".

Entretanto, em comunicado distribuído hoje, o Banco Central de São Tomé e Príncipe (BCSTP) disse ter observado "uma deterioração dos principais indicadores macroeconómicos, com destaque para a desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB), o aumento da inflação, o aumento do défice orçamental e o aumento do défice da balança comercial de bens".

O Banco Central decidiu, por isso, manter inalterada a taxa de juro de referência em 9 por cento e não alterar a taxa de facilidade permanente de liquidez, fixada actualmente nos 11 por cento.

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