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Angola e Namíbia preocupados com tráfico de seres humanos

| Editoria Sociedade | 15/04/2019

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O tráfico de seres humanos está a preocupar as autoridades de Angola e da Namíbia. No período de 2017 ao primeiro trimestre deste ano, foram resgatadas e reintegradas às suas famílias cerca de 178 vítimas do referido crime, entre elas crianças e jovens. A informação foi avançada no dia 14 de abril pelo director adjunto do Serviço de Investigação Criminal (SIC) no Cunene, Capapa Agostinho.

Em declaração à imprensa, Capapa Agostinho, considerou preocupante o quadro de raptos de pessoas, tendo afirmado no final da reunião bilateral sobre tráfico de pessoas, realizada na região de Ohangwena, República da Namíbia, que foram detidos 46 indivíduos. Dos quais 15 cidadãos de nacionalidade namibiana e 31 nacionais, envolvidos no trabalho de recrutamento das vítimas com promessas de emprego em fazendas na Namíbia.

Para combater esta situação, o responsável apelou à denúncia por parte da população, que deve levar a informação junto das comunidades sobre o crime de tráfico de seres humanos e sobre como o mesmo é efectuado.

Por sua vez, o director do Instituto Nacional da Criança (INAC) no Cunene, Hélder dos Santos, presente no encontro, sublinhou que a maioria das crianças traficadas é oriunda do Kafú, Mulondo e Quiteve, áreas localizadas no município de Ombadja. Muitas das crianças vítimas dessa prática são expostas ao trabalho forçado e à exploração infantil, sendo usadas no trabalho de pasto de gado bovino nas fazendas na República da Namíbia.

O encontro de um dia, que teve como objectivo definir estratégias de combate e controlo do tráfico de seres humanos na fronteira entre Angola e Namíbia, contou com a presença dos comandantes da Polícia Nacional no Cunene e da região de Ohangwena, bem como dos directores dos Serviços Penitenciário, Serviço de Migração e Estrangeiros e do Serviço de Investigação Criminal.

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