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Ciclone Idai devasta centro de Moçambique

Fernando Pacheco | Editoria Artigo | 26/04/2019

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Teve o seu início no dia 4 de Março, como uma depressão tropical que se formara ao largo da costa moçambicana. Depois de fazer uma viragem para a direita, atingindo o Maláui e a província da Zambézia, em Moçambique, o ciclone Idai abateu-se no dia 14 de Março sobre a cidade portuária da Beira, no centro de Moçambique, com uma ferocidade invulgar, deixando, na sua trajectória, um rasto de destruição, mortes e dor.

 

Por Fernando Gonçalves

 

NO CONJUNTO DOS TRÊS PAÍSES afectados pelo ciclone, nomeadamente Maláui, Moçambique e Zimbabué, dados oficiais mas não conclusivos indicam cerca 800 mortes, mais de 2.300 feridos e um total de 2,7 milhões de pessoas afectadas. Só em Moçambique, foram confirmadas quase 600 pessoas mortas, atingidas directamente pelos ventos fortes e pelas inundações que afectaram toda a bacia hidrográfica do centro de Moçambique, constituída pelos rios Buzi, Pungue e Revue. De acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), pelo menos 1.523 pessoas sofreram diversos tipos de ferimentos e mais de 168 mil famílias perderam os seus abrigos. Há ainda um número não determinado de pessoas desaparecidas, o que significa que o número de mortes poderá vir a aumentar substancialmente.

Numa primeira abordagem sobre o desastre, depois de sobrevoar as zonas afectadas, o Presidente Filipe Nyusi estimara que o número de mortos poderia atingir a casa dos mil. Há casas que ficaram soterradas na lama e é possível que uma vez escoadas todas as águas, novos corpos venham a ser descobertos.

A cidade da Beira, o segundo maior centro urbano do país, foi onde o ciclone Idai fez a sua aterragem, a uma velocidade estimada em pelo menos 200 quilómetros por hora. Estima-se que cerca de 90 porcento da cidade tenha ficado completamente destruída. A estrada nacional número seis, ainda na fase final da sua reconstrução, ao custo de mais de 500 milhões dólares, ficou cortada em quatro pontos e a sua ligação só viria a ser restabelecida mais de uma semana depois. Este é o maior ciclone  de que se tem memória em toda a história moderna no Hemisfério Sul.

Sendo aquela a única ligação terrestre, a cidade da Beira ficou durante mais de uma semana isolada do resto do país. Esta é também a principal via de acesso ao mar para países do interior como o Maláui, a Zâmbia e o Zimbabué e também para a parte sul da República Democrática do Congo. De facto, a ligação entre a cidade da Beira e o resto do mundo só viria a ser restabelecida com a reabertura do aeroporto local apenas três dias depois do ciclone. Todo o sistema de comunicações com a cidade e outras regiões circunvizinhas ficou completamente desactivado, o que nos primeiros dias tornou quase impossível avaliar o nível de estragos causados pelo ciclone. Sem energia eléctrica nem água, a Beira, com cerca de 600 mil habitantes, parecia uma cidade fantasma.

 

(Leia o artigo na integra  na edicção nº138 da Revista África21, mês de Abril)

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