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Argelia: A revolução, passo a passo

| Editoria Artigo | 26/04/2019

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Uma revista mensal não pode, se for séria e honesta, fazer «futurologia». Há um mês a manutenção do presidente argelino no poder por um período indefinido parecia inelutável «Bouteflika for Ever», Africa 21, Março de 2019. Na hora de fechar a presente edição, Bouteflika já é uma figura do passado, mas as incertezas e indefinições permanecem.

Por Nathalie Ahmed

DESDE MEADOS DE FEVEREIRO, data do anúncio oficial da candidatura do Presidente Abdelaziz Bouteflika a um quinto mandato nas eleições presidenciais, agendadas para o 26 de Abril, os argelinos têm caminhado muito, no sentido próprio como no figurado. Todas as semanas, às sextas-feiras, por dezenas de milhares e agora por milhões, tem saído as ruas, em Argel e em todo o país, para mudar o rumo político do seu país. E sob a pressão, pacífica e determinada, da população aparentemente unanime, o poder cedeu, passo a passo, à medida que os seus pilares se declaravam a favor do «povo» e das suas «reivindicações legítimas».

Como em todas as crises políticas anteriores desde a independência da Argélia (1961) foi a cúpula militar, pela voz do general Ahmed Gaid Salah, chefe de estado-maior do Exército Nacional Popular (ANP em francês) que apitou o final da partida para Bouteflika e os seus aliados e propôs uma saída para a crise, mediante a aplicação do artigo 102 da constituição vigente e que daria lugar à eleição de um novo presidente no prazo de 135 dias. Essa solução não foi aceite por Bouteflika (ou aqueles que falavam em seu nome), que preferiu demitir-se antes de ser considerado inapto para o desempenho do cargo.

Reunidas em Congresso a 9 de Abril, as duas câmaras do parlamento, eleitas em 2017 por um terço dos eleitores inscritos podem ratificar a proposta do general Salah: a coligação que apoiou os últimos governos dispõe da maioria absoluta necessária. Se não o fizerem ou se os «3 B» decidem seguir o exemplo do «seu» presidente demitindo-se, não haverá mais «soluções constitucionais» e a Argélia entrará de facto numa nova fase, com os dois protagonistas principais da mudança de regime – os militares e a rua - face a face ou de mãos dadas? Desde a independência, todas as revoltas foram reprimidas brutalmente e os militares decidiram entre eles como resolver as crises e quem deveria ser o chefe de estado nomeado para aplicar as decisões previamente tomadas. Em 1991, quando interromperam o processo eleitoral antes da vitória iminente dos islamistas, foram buscar o «histórico» Mohamed Boudiaf, exilado em Marrocos para presidir à transição. O assassinato deste, seis meses mais tarde desencadeou uma guerra sem quartel entre os grupos islâmicos armados e as forças armadas e de segurança argelinas que causou mais de cem mil mortos de ambos os lados. Em 1998, foi de novo a cúpula militar que empurrou para a saída o general Liamine Zeroual, então presidente, e escolheu Bouteflika para encarnar a paz e a reconciliação nacional com os islamistas. Dispostos a entregar as armas em troca da sua reintegração na sociedade e no jogo político. Missão cumprida por Bouteflika que aproveitou o balanço para reforçar os poderes da presidência em detrimento dos militares (o Exército Nacional Popular, ANP em francês, e os Serviços secretos dirigidos durante 25 anos pelo general Mediene, aliás Toufik) e integrou o islamista MSP (Movimento da Sociedade para o Progresso), dirigido desde 2013 por Abderrazak Makri, que pertence a nebulosa dos Irmãos Muçulmanos, na «maioria presidencial» do Parlamento eleito em 2017. Também jogou habilmente com a rivalidade entre as duas forças políticas dominantes, a Frente de Libertação Nacional (FLN, partido único entre 1962 e 1989) e do Rassemblement Nacional Democrático (RND) criado pelos apoiantes de Zeroual antes das eleições legislativas de 1997, nas quais derrotou o FLN. Aliados e ao mesmo tempo rivais, os dois partidos representam versões políticas diferentes do «regime». Bouteflika «salvou» o FLN, autoproclamado guardião da legitimidade revolucionária, da extinção, mas apoiou-se mais no RND, mais liberal em economia e partidário das privatizações.

Fim do sistema ou mudança de regime?

(Leia o artigo na integra  na edicção nº138 da Revista África21, mês de Abril)

 

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