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Política

África do Sul: Em véspera de eleições, Ramaphosa garante combate à corrupção

| Editoria Política | 06/05/2019

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O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou este domingo,05, que a "era da impunidade na África do Sul acabou" e prometeu reduzir a taxa de desemprego no país.

A África do Sul vai a votos na próxima quarta-feira (08.05), naquelas que são já consideradas as eleições mais severas para o Congresso Nacional Africano (ANC), no poder desde 1994. A crise económica, agravada por vários escândalos relacionados com a corrupção, tem feito com que o partido de Ramaphosa, que sucedeu a Jacob Zuma em dezembro de 2017, desça nas sondagens.

Este domingo (05.05), em declarações num comício do ANC, o presidente Cyril Ramaphosa prometeu mais empregos, crescimento económico e uma luta severa contra a corrupção no país.

“Os nossos jovens querem empregos e querem-nos agora", disse Ramaphosa, que colocou como objectivo da sua governação a redução da taxa de desemprego no país, que está nos 27%. "Sabemos o que é que tem de ser feito para aumentar a taxa de emprego e fazer a economia crescer", garantiu.

Dirigindo-se a milhares de apoiantes do ANC, que lotaram o Estádio Ellis Park, em Joanesburgo, Ramaphosa asseverou ainda que a "era da impunidade acabou" e que a África do Sul está "agora numa era de responsabilidade", na qual a corrupção não tem lugar. O chefe de Estado garantiu mesmo que serão punidos todos aqueles que roubarem dinheiro público.

"Estamos determinados em garantir que os corruptos não ocupem posições de responsabilidade, seja no ANC, seja no parlamento ou no governo", disse.

Três sondagens de opinião, realizadas nas últimas semanas, mostram que o apoio ao ANC está a descer, fixando-se, actualmente, entre os 51 e 61%. Alguns pontos abaixo dos 62% registados nas eleições de 2014.

Cyril Ramaphosa chegou à presidência da África do Sul em Fevereiro do ano passado, depois do ANC ter forçado o anterior chefe de Estado, Jacob Zuma, a abandonar o poder, na sequência de vários escândalos de corrupção. A administração de Zuma é acusada de desviar milhões de dólares e favorecer empresas em troca de subornos.

 

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