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Ministro moçambicano diz que país vai ficar "de bem com o mundo"

| Editoria Economia | 09/05/2019

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O ministro de Economia e Finanças de Moçambique, Adriano Maleiane, disse esta quinta-feira, no parlamento, que o desfecho das negociações do Estado com os credores das dívidas ocultas vai permitir ao país ficar "de bem com o mundo".

"Estamos atentos a tudo o que acontece e estamos seguros de que a situação vai melhorar. Vamos ter um desfecho que nos permita estar bem com o mundo" e aceder "ao mercado internacional (de dívida), porque Moçambique merece ter esses fundos", beneficiando também o sector privado, referiu.

Adriano Maleiane respondia a questões colocadas pelos deputados no segundo dia de discussão da Conta Geral do Estado de 2017.

A declaração surge depois de, em Abril, o Governo se ter pronunciado sobre uma terceira parcela dos dois mil milhões de dólares de dívidas ocultas: anunciou um acordo de princípio com o banco russo VTB para reestruturar a dívida de 535 milhões de dólares (USD) à empresa pública MAM.

Antes, em Novembro de 2018, já tinha revelado um acordo com a maioria dos portadores de títulos ('eurobonds') da Ematum (727 milhões USD) e em Fevereiro abriu um processo judicial, em Londres, para anular o que resta da dívida da Proindicus (cerca de 600 milhões USD) contraída junto do Credit Suisse - cujos ex-banqueiros foram detidos.

Ematum, Proindicus e MAM são as três empresas no centro da investigação por corrupção lançada pela justiça norte-americana, seguida de várias detenções, desde o início do ano, em Moçambique, incluindo de um filho e outras figuras próximas do ex-Presidente Armando Guebuza.

O ex-ministro das Finanças, Manuel Chang, que entre 2013 e 2014 sancionou as dívidas à revelia do parlamento e parceiros internacionais, está detido desde Dezembro, na África do Sul, a aguardar por uma decisão face a pedidos de extradição para Moçambique e EUA.

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