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Política

PR de Moçambique pede aos muçulmanos para se distanciarem dos grupos armados

| Editoria Política | 06/06/2019

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 O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, pediu aos muçulmanos para se "afastarem" dos grupos armados que têm protagonizado ataques em regiões da província de Cabo Delgado, norte do país.

"Todos nós, unidos numa só voz, usemos a nossa voz para condenar veementemente esses actos [ataques armados]", disse Filipe Nyusi, que falava quarta-feira, na cidade da Beira, centro de Moçambique, numa cerimónia que marcou o fim do Ramadão.

O Presidente acrescenta que os "irmãos" do Norte, nos distritos de Cabo Delgado, "são assassinados e as suas habitações e bens destruídos por homens que não querem mostrar o seu rosto, fazendo de alguma forma e através de seus pronunciamentos um esforço para nos confundir com os homens que defendem o Islão", afirmou.

Parta o chefe de Estado, o país não tem histórico de conflito de natureza religiosa, por isso é que não se pode impor a ideia de que os autores dos ataques sejam muçulmanos.

O grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) afirmou esta terça-feira, em comunicado, ter causado segunda-feira mortos e feridos entre militares moçambicanos, ao deter um ataque do Exército, na região de Cabo Delgado, norte do país. A Polícia nega a ocorrência do ataque, reivindicado por aquele grupo, o primeiro do género no país.

De acordo com números oficiais, pelo menos 140 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança, morreram em Cabo Delgado desde que a onda de violência começou, em Outubro de 2017.

 

 

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