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Sudão: 40 corpos de civis retirados do rio Nilo

| Editoria Sociedade | 06/06/2019

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Líderes da oposição sudanesa confirmaram na quarta-feira,05, a retirada de quarenta corpos pertencentes às vítimas da violenta repressão dos protestos pró-democracia, nas margens do rio Nilo, no Sudão.

De acordo com os médicos ligados à oposição os corpos estão entre os 100 supostos mortos desde que as forças de segurança atacaram um campo de protesto na segunda-feira.

A cadeia televisiva BBC que cita relatórios dos referidos médicos afirmou que um grupo paramilitar estava a atacar civis naquela região.

O Conselho Militar de Transição do Sudão (TMC) prometeu investigar a causa da chacina.

Moradores de Cartum disseram à BBC que estavam a viver com medo, enquanto membros das Forças de Apoio Rápido (RSF) percorriam as ruas.

O Comité Central de Médicos Sudaneses numa publicação no Facebook lamentou a morte de quarenta de seus “nobres mártires”.

Um membro do grupo disse à BBC que eles testemunharam e verificaram os corpos em hospitais e que o número de mortos até agora, subiu para 100.

Um ex-oficial de segurança, citado por um jornalista sudanês do Channel 4, contou que alguns dos que foram jogados ao Nilo foram espancados ou mortos a tiros e outros a catanadas. "Foi um massacre", disse.

O chefe do conselho militar do Sudão, general Abdel Fattah al-Burhan, pediu desculpas pela perda de vidas humanas e propôs a retomada das negociações, recuando assim da sua declaração do dia anterior em que disse que “o diálogo acabou.”

O Conselho Militar oficialmente ofereceu uma retoma incondicional das negociações. No entanto, uma aliança sudanesa de manifestantes e grupos de oposição rejeitou o convite alegando que não se podia confiar no Conselho Militar.

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