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ADAPTAR OS EXÉRCITOS AFRICANOS AOS NOVOS INIMIGOS

| Editoria Política | 01/07/2019

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Seis décadas após a grande vaga de independências em África, o modelo de exército teve forçosamente de ser repensado, para responder aos novos desafios da manutenção da segurança e da paz. De forma gradual, os militares deixaram de intervir na política e submetem-se ao modelo constitucional, mas permanecem em estado de alerta, modernizando-se para enfrentar o terrorismo islâmico que ameaça grande parte dos Estados africanos.

Por Hugo Melville

AO ACEDER à independência política, os Estados africanos dotaram-se de exércitos convencionais construídos segundo o modelo das grandes potências ocidentais ou comunistas. Por falta de meios, formação e também de visão de longo prazo, por parte do poder político, a maioria destes exércitos transformou-se em guardas pretorianas, reduzidas a desempenhar funções policiais e, na maior parte das vezes, tarefas repressivas.

Não se abraçava a carreira militar por vocação, mas para escapar ao desemprego, ou por relações familiares e clânicas que facilitavam o acesso a cursos e promoções, longe dos critérios de competência e atributos reais de progressão de carreira.

A irrupção do terrorismo jihadista, em vários países da zona do Sahel, um grande arco que vai do Oceano Índico ao Atlântico, que parte da Somália até à Nigéria, uma guerrilha muito sofisticada e bem municiada, que se agrupa numa gestão de guerra federativa, destruidora e implacável, põe fim ao modelo convencional do exército em África.

O contingente francês da “Operação Serval”, em 2013, salvou o norte do Mali, já conquistada por terroristas islâmicos e, mais recentemente, é o contingente francês da Força Barkhane que tem evitado a queda do Estado maliano às mãos da guerrilha. Em 2015, o exército camaronês teve de enfrentar ataques relâmpagos de uma violência inaudita, por parte do Boko Haram, de origem nigeriana, que estendeu o seu teatro de operações do norte da Nigéria até ao Tchad e Níger, ao mesmo tempo que outros grupos terroristas afectam o Mali, o Burkina Faso, até a Rep. Central Africana.

Os exércitos africanos estão agora envolvidos em operações de guerra muito dura, enfrentando adversários bem treinados e liderados, que não têm escrúpulos em utilizar bombistas suicidas, praticamente desconhecidos na África subsahariana, num passado recente.

A tendência geral da resposta ao terrorismo foi a organização táctica dos Batalhões de Intervenção Rápida (BIR) e a formação de batalhões pára-quedistas que, no caso camaronês, conseguiram pôr cobro às exacções do Boko Haram; na Mauritânia, foi a criação das Companhias e Grupos Especiais de Intervenção (CSI e GSI) que permitiram fazer frente, representada por pequenos grupos de terroristas que operavam na imensidão sahariana. Digamos que esta tendência organizativa foi seguida na maior parte dos países, apoiada pelo aperfeiçoamento dos serviços de reconhecimento e informação.

(Leia o artigo na integra  na edicção nº140 da Revista África21, mês de Junho)

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