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Política

OS DESAFIOS PARA AS ELEIÇÕES DE 2022

| Editoria Política | 01/07/2019

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Alves da Rocha

 Se estivéssemos num país democraticamente normal, onde as eleições se ganhassem com lisura de processos, transparência de comportamentos e clareza de resultados, diria que os desafios para a próxima disputa política se centram no crescimento económico e no emprego. A actual governança política do MPLA não está a conseguir lidar com as sucessivas recessões do PIB, nem com as elevadas taxas de desemprego (28,8% para o total da economia, 30,9% para a população feminina e 52,4% para os jovens entre os 15 e 24 anos de idade). É avisado não esquecer que a maioria da população eleitora do país é feminina e jovem. Não havendo progressos sensíveis nestas cifras até 2022, seguramente que a insatisfação se traduzirá em perda de votos.

O emprego é uma das mais importantes variáveis macroeconómicas, por ser por seu intermédio que um dos grandes desígnios do desenvolvimento económico se veicula. Na verdade, uma distribuição do rendimento nacional economicamente racional – ancorada em ganhos reais e efectivos de produtividade – e socialmente equilibrada, através do controlo dos excessos de concentração da riqueza, mormente a obtida por vias ilegítimas e imorais, é sempre um dos objectivos estratégicos de qualquer governo, em qualquer parte do mundo. Assim, é lógica a preocupação quanto ao desemprego, porquanto quanto maior a proporção de população activa desocupada/desempregada, maiores são os índices de desperdício das oportunidades de desenvolvimento social.

Pode adiantar-se que ao assumirem-se as taxas anuais de crescimento do PIB oficiais e do Fundo Monetário Internacional para o período 2018-2022 (uma média anual de 1,9%, já corrigidas pela recessão em 2018 de -1,7% e pela estagnação contida na Revisão do OGE de 2019, 0,3% de variação real face a 2018), a taxa global de desemprego em 2022 poderá atingir a cifra de 35%, tomando como ganhos de produtividade 2,75% em média anual. Estes incrementos no valor médio da produtividade bruta aparente do trabalho podem até revelar-se insuficientes face aos processos de abertura das economias e de integração económica regionais e continentais aos quais o país aderiu.

Aquela taxa de desemprego equivale à perda de oportunidades de incrementar o valor nominal do PIB em mais de USD 46 mil milhões (para um valor médio da produtividade do trabalho estimado em USD 13000).

(Leia o artigo na integra  na edicção nº140 da Revista África21, mês de Junho)

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