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LISTA NEGRA DOS SOLDADOS DO PROFETA

| Editoria Política | 01/07/2019

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Com o aparecimento dos talibãs, no Afeganistão, da Al-Quaid de Bin Laden, que culminou com o atentado espectacular às Torres Gémeas de Nova Iorque, seguida anos mais tarde da instauração do Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria, nasceu uma espécie de movimento internacionalista islâmico-terrorista à escala planetária. O continente africano não escapou a este fenómeno, e tornou-se palco de um combate feroz dos soldados do Profeta.

Por João Seles

COM AS “PRIMAVERAS ÁRABES”, que levaram à queda e assassínio do coronel Muammar Kadhafi, numerosas milícias islâmicas que combatiam no Médio Oriente emigraram para o Norte de África e depressa penetraram para sul, para a região do Sahel, afectando a segurança de numerosos países, da Mauritânia à Somália, e penetrando na África Central, onde existem comunidades muçulmanas em pleno desenvolvimento.

A guerra civil líbia ofereceu a mais bela oportunidade para os jihadistas africanos: de repente tinham à sua disposição uma rede de paióis de armamento sofisticado, artilharia, capaz de equipar um exército. Formaram milícias e combateram conforme mais lhe convinha. Enquanto rezavam a Alá, envolveram-se no tráfico de armas e drogas, e mesmo pessoas raptadas que vendiam pelo caminho.

Quando voltaram para a zona do Sahel tornaram-se salafitas, uma confraria muçulmana que defende a pregação e o combate sem tréguas aos infiéis, uma espécie de missionários guerreiros como houve tantos no passado no Ocidente. Puros e duros, bem treinados algures, em santuários distantes no Afeganistão ou na Síria.

O Departamento de Estado americano e os serviços de informação franceses elaboraram uma short-list dos principais grupos em acção no continente, acompanhada de breves notas históricas sobre personagens, dissidências e lugares, que dizem muito sobre a antropologia política africana, suas fragilidades, mostrando também a imensa oportunidade que o imenso espaço físico determina e protege este tipo de organizações terroristas. As implicações étnicas, ou como o terrorismo islâmico explora velhas rivalidades – o recente massacre entre os peulse dogons no Mali segue esta narrativa.

-- Al-MOURABITON foi criada em 20 de Agosto de 2013, na sequência da fusão da Al Moulathamoun e de várias tendências lideradas por Mokhatar Belmokhtar, ex-chefe da AQMI, que incorpora o Movimento para a Unidade da Jihad na África do Oeste (MUJAO).

Reivindicação: o estabelecimento de um califado islâmico, com a abolição de fronteiras em toda a região, defendendo a lei da Charia.

Dirigente: Mokthar Belmokhtar é o principal de uma organização com várias nacionalidades, mas em especial de mauritanianos e malianos. Belmokthar nasceu em 1972, em Garrhaia, no Sahara Ocidental, e muito jovem combateu no Afeganistão, onde perdeu um olho e de onde lhe vem a alcunha de “zarolho”. Em 1993, combate na Argélia o GIA e, mais tarde, o Grupo Salafita para a predicação e Combate. Dado várias vezes como morto, ignora-se o seu paradeiro, aparece e desaparece em sítios distantes.

(Leia o artigo na integra  na edicção nº140 da Revista África21, mês de Junho)

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