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FATALIDADES E ESPERANÇAS DA ECONOMIA AFRICANA

| Editoria Economia | 01/07/2019

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Durante muito tempo considerada como um caso desesperado do ponto de vista africano, a África subsahariana começa a conhecer melhores dias de crescimento económico, após as décadas que se seguiram ao período das independências, em que uma retórica política fátua e radical, deitou a perder grandes oportunidades e levou a grandes desperdícios sem remissão.

Por Pedro Vila Nova

 

Países como a Etiópia, Rwanda, Uganda e Tanzânia, na costa leste africana, mas também o Senegal, Côte d’Ivoire, Ghana e Nigéria, na contra-costa atlântica, começam a ser notados a nível internacional como bons exemplos, num continente que acorda para o desenvolvimento.

Se até ao presente o crescimento em África se alicerçava nas indústrias extractivas dos seus recursos minerais, inerentes a distorções políticas que continuam até aos dias de hoje, existe um esforço para quebrar este ciclo. Hoje, a África é um caleidoscópio de forças múltiplas e contraditórias: se os grandes investimentos no ramo das comunicações da telefonia sem fios e de cabos ópticos nos permitem uma grande interconexão e o acesso gigantesco à informação global, ela não tem consequências visíveis na transformação estrutural das economias africanas.

Menos de 10% dos trabalhadores africanos, a sul do Sahara, trabalha no sector da manufactura e, dentre eles, só uma ínfima fracção é empregada em empresas formais e cadastradas, dispondo de máquinas modernas e adequadas. Os países africanos são, hoje, menos industrializados que na década de 1980.

O investimento privado em indústrias modernas (fora alguns raros casos dos sectores extractivos) não aumentou de forma significativa, e continua muito débil para impulsionar um crescimento autosustentado.

Os países apresentados como sucess-stories (Rwanda, Uganda, Tanzânia e Etiópia) conheceram um crescimento importante do ponto de vista do PIB, mas os últimos estudos sobre a industrialização do continente mostram que este crescimento repousa na produção de serviços não permutáveis, em particular nos sectores da construção, transportes, hotéis e restaurantes, enquanto o sector público é financiado por receitas do Estado, mas essencialmente por linhas de investimento estrangeiro.

É com alguma substância que a maior parte dos estudiosos do continente africano afirmam que a paisagem dominante do continente é o sector informal e as microempresas.

Os países orientais de África reproduziram um crescimento mais rápido e curto na reprodução das experiências dos países mais avançados. Eles transformaram os assalariados agrícolas excedentários em operários de fabricação de pequenas indústrias emergentes a partir de excedentes agrícolas com produtos sofisticados que tendem a substituir os produtos de importação.

Mas estes esforços não contrariam de forma generalizada a grande migração do mundo rural para os grandes centros urbanos, na tentativa de encontrarem melhores condições de vida e empregos, por muito modestos que sejam. Mas, como não existem empregos industriais e o sector público já regurgita com excessos, eles mobilizam-se, como única escapatória, para o comércio informal, engrossando as hostes dos vendedores ambulantes e de pequenos serviçais domésticos de carácter familiar.

Mas os serviços de comércio, no continente africano, não são dinâmicos e estão longe dos níveis dos países mais avançados de outras partes do mundo. Mas este sector informal – nunca será demais realçá-lo – funciona como última rede de sobrevivência e de segurança social para milhões de jovens, mas incapaz de fornecer o dinamismo produtivo que falta ao continente africano.

(Leia o artigo na integra  na edicção nº140 da Revista África21, mês de Junho)

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