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Recordar o passado para encontrar soluções

| Editoria Economia | 01/07/2019

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José Severino

Acho que há um certo conformismo quando nós abordamos as crises como se abordam nos países desenvolvidos. É preciso sacudir mentes, agirmos, conhecermos os países em que estão, (aliás alguém, disse aqui que um dos défices é exatamente não conhecermos o país), tivemos situações objectivas; a guerra, um sistema centralizado que acabou por centralizar as pessoas; enfim, elas não têm culpa, não sabem o que é uma bananeira e depois fazemos taxa aduaneira sobre a banana.

A economia antes da independência 1961/74, durante 14 anos, o crescimento angolano era de dois dígitos, um dos maiores do mundo, com 5km de estrada por dia… quando eu era menino andava com o meu pai no camião, e chegava a pascoa e o natal - porque eram períodos de férias, ia abastecer gasóleo às máquinas de fazer estradas que hoje trabalham com horário de função pública. Os empreiteiros de construção pública que andam na via a fazer estradas têm horário de função pública, trabalham das 8 às 16 horas, como é possível? – Não possível fazer um país desta forma, e depois temos as facturas que nós conhecemos. No investimento público, as empresas eram todas de direito angolano.

Não havia aqui, ninguém a fazer obras para ter transferências de dividendos no exterior, que é a questão que dita o nosso endividamento. Operações paralelas, se eu faço dólares eu uso os dólares é preciso um pouco de confiança do Estado, quem fazia sisal ficava com um pouco de divisas para refazer investimento, quem fazia café tinha acesso as divisas. Porquê que temos que ir ao banco procurar divisas se eu posso exportar? Mas não podemos exportar porque há burocracia.

Os países vizinhos que foram de facto um factor de desenvolvimento para a economia colonial. Exportávamos para RD- Congo e a Namíbia. A cerveja Cuca era bebida pelos namibianos, os Sul-africanos bebiam o nosso whisky Sbel (fabricado no Lobito).

Havia ícones, há 50 anos nós já tínhamos refinaria, tínhamos Siderurgia, cimento que se exportava para a Nigéria, muitas das obras de infraestruturas da Nigéria foram feitas com o nosso cimento, e um dos ícones estava no interior do país, que era celulose e a pasta de papel. Estávamos no ranking mundial dos dez primeiros produtos de exportações: No café estávamos em terceiro lugar, farinha de peixe 1º fabricante no mundo, peixe seco e sisal em 3º lugar, algodão em 7º, crueira no 8º e couro no 9º lugar e cera no 4º lugar (cera que vinha do Moxico).

(Leia o artigo na integra  na edicção nº140 da Revista África21, mês de Junho)

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