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Informação e Percepção da Economia Angolana

| Editoria Economia | 01/07/2019

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Carlos Lopes

Nós temos um problema fundamental, na qualidade do diagnóstico que é oferecido em relação a todas as economias africanas. Quando se pensa normalmente numa economia a informação mais importante para se poder trabalhar são as contas nacionais. Quando as contas nacionais não estão em dia, nós temos um problema. Infelizmente apenas 16 países em África têm as contas nacionais em dia, todos os outros, ou têm problemas de atraso ou têm problemas metodológico, nomeadamente o ano de base que utilizam para poder fazer as comparações nas contas nacionais é demasiado atrasado, porque normalmente não se pode ultrapassar um período de 5 anos.

Eu estou a referir isto como um problema africano e esta dificuldade também existe em Angola, a qualidade do aparelho estatístico angolano ainda não superou este dilema, de poder ter qualidade na informação. Temos um segundo elemento de diagnóstico que é conhecer as pessoas, conhecer a sua população, não podemos fazer planificação sem ter boas contas nacionais e sem saber de quem é que estamos a falar.

Acontece que 60% dos africanos não têm registo civil e podem inclusive nascer e até morrer sem ter nenhum documento oficial, o que significa que a maior parte da suas transações, durante toda a sua vida como agentes económicos vai ser feita de forma informar, porque não tem transações e obrigações formais e este problema também existe em Angola, há um problema da qualidade dos recenseamentos, da qualidade do registo civil cobrir o conjunto da população.

Temos uma terceira forma de fazer o diagnóstico que é de conhecer o território e para isso precisamos de saber qual é a qualidade do cadastro. Acontece que na África apenas 1% das terras têm registo oficial de um cadastro e esse problema também existe em Angola. Ou seja, a qualidade do cadastro não é compatível com a necessidade de fazer um bom diagnóstico. Então se não conhecemos bem a economia, não conhecemos bem as pessoas e não conhecemos bem o território, nós conhecemos o quê? Temos uma dificuldade, e essa dificuldade normalmente é superada através de modelos econométricos nas quais nós introduzimos um determinado número de variantes e a partir dessa variante são produzidos um determinado número de projecções.

A maior parte de instituições que fazem essas projecções são instituições internacionais, aqui começa a primeira perda de soberania, ou seja, tipicamente, um dirigente africano fica a espera que o Fundo Monetário internacional confirme as suas projecções de crescimento do PIB, porque não tem o modelo econométrico que lhe permite certificar com precisão se as suas projecções têm qualidade e portanto existe esse diálogo que é muito diferente entre o que o FMI faz com uma economia avançada com todos esses instrumentos bem sofisticados e uma economia que tem debilidades naquilo que se chama consulta do artigo 4 que é uma obrigação anual que os países têm em relação ao Fundo Monetário Internacional para prestar um determinado número de informações.

(Leia o artigo na integra  na edicção nº140 da Revista África21, mês de Junho)

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