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Saúde

EUA descobrem dois tratamentos eficazes contra a estirpe de Ébola

| Editoria Saúde | 10/07/2019

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A agência americana para controlo e prevenção de doenças (CDC) informou na terça-feira (9) que descobriu em testes laboratoriais dois tratamentos eficazes para atacar o actual surto de Ébola na República Democrática do Congo.

A investigação desenvolvida pelos cientistas da CDC, cujos resultados foram divulgados na revista especializada 'Lancet Infectious Diseases', mostram que os tratamentos experimentais à base de Remdesivir e Zmapp "bloqueiam o crescimento da estirpe do vírus que causa o surto em células humanas em laboratório".

Segundo um comunicado de imprensa da CDC, os resultados sugerem que "estes tratamentos são prometedores para permitir aos pacientes recuperar da doença letal", responsável pela morte de 1.606 pessoas na RDC desde que em Agosto de 2018 foi declarada a recente epidemia.

As autoridades de saúde dos EUA disseram que as investigações permitiram ainda constatar que são correctas as provas laboratoriais que se usam nas pessoas para identificar o actual surto de Ébola, que assola a RDC e os países vizinhos, baptizado pela comunidade científica de estirpe Ituri.

Estes testes foram desenvolvidos para identificar uma estirpe diferente do vírus, que se desenvolveu entre 2014 e 2016 na África ocidental, lê-se no comunicado.

Para desenvolver a sua investigação e tendo em conta a falta de amostras obtidas junto de pacientes infectados com a estirpe Ituri, os cientistas da CDC "reconstruíram" em laboratório esta estirpe utilizando a técnica de 'genética inversa' e sob o "mais elevado nível de biossegurança ", referiu a agência federal.

"Ao ter acesso à estirpe do vírus, os especialistas dos laboratórios da CDC podem aprender mais sobre a estirpe Ituri e como se integra na árvore genealógica do vírus do Ébola, o que pode fornecer pistas para encontrar mais tratamentos prometedores" e testar novas terapias, referiu a agência.

A reconstrução da estirpe do Ébola vai permitir comparações com futuras novas estirpes e estudar as suas mutações no tempo.

A epidemia de Ébola que está a afectar a RDCcausou 1.606 mortos desde que foi declarada em Agosto de 2018, segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

Até 03 de Julho foram registados um total de 2.382 casos de infecção, dos quais 2.288 foram confirmados em laboratório.Entre estes casos, 128 são profissionais de saúde ligados ao combate à luta contra o surto que já matou 40 pessoas.

Segundo as autoridades da RDC, das pessoas infectadas pelo vírus, 666 sobreviveram à doença.

Entretanto, o controlo da epidemia tem sido prejudicado pela recusa de algumas comunidades ao tratamento e devido à insegurança na região onde actuam grupos armados e as milícias rebeldes que atacaram centros de tratamentos do Ébola.

O vírus Ébola é transmitido através de contacto directo com o sangue e fluidos corporais contaminados, pode causar febre hemorrágica e atingir uma taxa de mortalidade de 90 por cento se não for tratado a tempo.

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