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Seca ameaça a vida de mais de 15 milhões de pessoas no Corno de África

| Editoria Sociedade | 26/07/2019

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As vidas de mais de 15 milhões de pessoas estão em perigo devido à seca em várias regiões do Quénia, Etiópia e Somália (Corno de África), alertou ontem, 25 de Julho, a organização humanitária Oxfam.

"A contínua escassez de chuvas estragou as plantações e, com elas, os meios de subsistência de muitas pessoas, o que deixou 7,6 milhões de pessoas em risco de fome extrema em três países (Quénia, Etiópia, e Somália). Devido a secas e conflitos, milhões de pessoas na região foram forçadas a fugir das suas casas" refere a Oxfam em comunicado.

A Oxfam apela aos Governos que apoiem a resposta humanitária, que actualmente tem apenas um terço dos recursos de que necessita, impossibilitando a assistência a todas as pessoas afectadas.

"As lições aprendidas com a fome que devastou a região em 2011, que vitimou mais de 260.000 pessoas, ajudaram a evitar outra (crise) em 2017, quando o financiamento em larga escala foi rapidamente fornecido para garantir uma resposta humanitária eficaz", acrescenta a organização.

No mesmo documento a Oxfan refere que milhões de pessoas que ainda estão a recuperar dos efeitos da seca de 2017 encontram-se agora numa situação de grande vulnerabilidade aos efeitos da actual estiagem. No entanto, que há dois anos, na mesma época, a resposta humanitária já tinha três quartos do financiamento necessário.

A directora regional da Oxfam para o Corno de África, Lydia Zigomo, disse que, com os erros cometidos durante a fome de 2011, as organizações aprenderam a responder rapidamente e de forma decidida para salvar vidas.

 

"Mas o compromisso internacional para garantir que isso não aconteceria novamente está a transformar-se em complacência. Mais uma vez, são as pessoas mais pobres e vulneráveis que são as mais afetadas", disse.

"Não podemos esperar que imagens de pessoas desnutridas e animais mortos encham os nossos ecrãs se televisão. Devemos agir imediatamente para evitar um desastre", acrescenta.

A organização humanitária refere que a grave escassez de ajuda internacional contrasta com a resposta mais proativa dos Governos dos três países afetados.

"O Governo do Quénia lidera a resposta da seca com um financiamento internacional mínima, a Etiópia está a apoiar quase metade dos custos operacionais das operações humanitárias no país e a Somália melhorou de forma significativa a segurança e o acesso das organizações humanitárias.

"A crise climática fora de controlo transformou a seca num padrão comum na região e são as comunidades mais vulneráveis, que menos contribuíram para as mudanças climáticas, que sofrem os efeitos mais devastadores", lamenta a organização.
A Oxfam considera que o apoio à resposta humanitária deve ser acompanhado por um compromisso genuíno de abordar as causas subjacentes a esta crise.

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