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Sociedade

Com “Brio da Moda”, Marleyh Selo leva-nos de volta aos lírios do campo

| Editoria Sociedade | 12/08/2019

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Por: José Luís Mendonça

Marleyh Selo meteu-se em brios para pôr nas mãos dos amantes do bem-vestir e de todas as pessoas que têm brio um livro sobre moda e auto-estima. Com tal brio no acto e na palavra, Marleyh Selo deu à estampa a obra Brio da Moda e a Filosofia da Auto-aceitação “com o objectivo de abolir o paradoxo entre o que se veste e o que se é, orientar quem vive à base de cópias ma moda, moldar as más influências, estimular o equilíbrio e empoderar a adequação”.

Que mais perfeita sintonia haverá entre esta obra e os conselhos de Jesus da Nazaré que deixou esta mensagem: “Não andeis preocupados com o que vestir. Olhai os lírios do campo; não colhem nem semeiam, mas nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu de tanta beleza.”

Esta obra começa por nos transportar numa viagem de retorno aos tempos genesíacos, quando o homem era tão natural que se confundia com as folhas das árvores. Até que um dia, descobriu que estava nu e aí começaram as dores de cabeça em busca do que vestir. Contudo, porque somos dotados de uma interminável criatividade, facilmente passámos do estado de pureza natural ao estado da vaidade que as roupas de alta costura e design sofisticado nos permitem.

Moda, cultura e civilização passaram então a estar indelevelmente associadas.

O mundo da moda também conhece esse fenómeno impressionante a que Nietszche, na sua Gaia Ciência, deu o nome de Eterno Retorno. Daí que estamos agora, em pleno século XXI a vestir novamente as calças dos nossos tetravós, de bainha acima do tornozelo, os sapatos sem meias e a cintura abaixo do normal. Voltou o corte de cabelo dos bárbaros tempos germânicos e as tatuagens por todo o corpo que nos legaram os Vikings e outros povos do nosso próprio continente.

O segundo capítulo da primeira parte (A Moda e Você) abre na página 37 com uma síntese da moda em Angola. E ficamos a saber que a estilista Lucrécia Moreira, afinal, foi precursora nesta profissão, e é de opinião que “a moda em Angola não cumprirá o seu destino enquanto não existir um sector têxtil capaz de acompanhar a passada dos criadores”. Este capítulo traça os perfis de estilistas de gabarito, alguns dos quais masculinos: Rose Palhares, Tekasala Ma’at Nzinga, Lisete Pote, Alex Kangala, Nadir Tati.

Para além dos criadores, em Angola também pontificam as agências de modelos, o mercado editorial, eventos/negócios de moda que aliam o glamour e a insustentável leveza do ser ao fomento da indústria da criação de roupas.

O mundo da moda vai para além da simples maquete de um modelo de vestuário e da arte de costura. Considera no seu universo a função do Consultor de Imagem e de outros profissionais que lidam com a praça da moda e a constituição ou aprofundamento do estilo individual em função das tendências da moda. Isto é importante, visto que “o julgamento de uma pessoa no primeiro contacto é formulado quase que exclusivamente pela sua imagem, afinal é a primeira forma de comunicar-se”, diz a autora na página 49, quando entramos no capítulo sobre história da consultoria de imagem. E reza essa história que ficou famosa na corte francesa do século XVIII, a madame Rose Bertin, consultora da rainha Maria Antonieta. Nesta arte também se destacou um homem: George Brummel, “pai do Dandismo e pioneiro da elegância e da etiqueta, foi consultor do rei George IV”. Nestas páginas, ficamos a saber que “há mais de século que empresas têm contratado Consultores de Moda para que, com as suas habilidades, apresentem sugestões inovadoras sobre produtos recém-criados ou por lançar”. (pág. 50). Dentro desta categoria de profissionais contam-se o Consultor de Imagem, o Personal Shopper, o Stylist e o Personal Stylist.

O capítulo sobre Biótipos Corporais desperta a curiosidade do leitor, visto que vivemos numa sociedade marcada fortemente por um modelo de beleza feminino herdado da Grécia e matizado pelo perfume da França e os ventos cálidos de Roma. O mesmo modelo que estabelece o padrão de beleza nos concursos de misses. Marleyh Selo apresenta-nos alguns biótipos corporais: as ectomorfas, pertencentes a mulheres magras e altas, as mesomorfas e as endomorfas. Quanto a tipologias de silhuetas, é o que nos habituamos a ver o dia-a-dia, pois cada um é como Deus o pôs na terra: silhueta ampulheta, triângulo invertido; triângulo/pera; oval/maçã/redonda; rectângulo/linha. Para cada corpo, diz a autora que “uma produção que culmina com um look coerente e harmonioso depende da boa combinação do tipo de silhueta+personalidade+estilo”.

O livro prossegue com conselhos muito úteis sobre as 15 peças essenciais para se ter num guarda-roupa, pois que nem sempre ter muita roupa cara é a base para se vestir bem. Também existem 10 peças de roupa atemporais, vestuário que nunca sai de moda, como o ténis branco, as sabrinas de bico fino, o stiletto preto, o lenço ou écharpe e outras peças que Marleyh diz serem as suas preferidas, sem no entanto deixar de aconselhar o leitor a ser “dono do seu estilo”.

Esta obra é moldada numa linguagem mista (palavra e imagem) e atinge o clímax com uma série de conselhos que destroem clichés sobre moda, como a superstição de nunca se repetir roupas e acessórios, fazendo a ponte para a segunda parte do livro, adentrando-nos então no tema sobre Brio da Moda, levando o leitor a uma reflexão séria sobre a moda e os espartilhos femininos e o que os precursores da moda e outras celebridades falaram sobre o assunto.

A terceira parte do livro traz dicas de etiqueta social, desde normas nos cumprimentos, comportamento à mesa, norma nas relações interpessoais/ rua/ convívios/ casa, profusamente ilustradas, e que fazem deste livro um instrumento de levar sempre na pasta para todo o lado.

Não podíamos encerrar esta recensão sem dizer que a editora do livro, Acácias, deve primar sempre pela revisão criteriosa dos seus produtos editoriais, visto o valor de Brio da Moda se esbater perante a linguagem sofrível que o caracteriza.

SOBRE A AUTORA

Ainda assim, valeu o esforço de Marleyh Selo integrar neste livro “130 citações sobre como cada um de nós devia se posicionar na moda, bem como 120 dicas de etiquetas sociais”, ela que é consultora de Imagem e Bra Organizer, certificada pela DGERT em Portugal, na escola de Moda Fashion School- by Raquel Guimarães. Fez outras formações na área, com a Jornalista e Consultora de moda, Danielle Ferraz, no curso de Consultoria de Imagem com método próprio e com a Personal Stylist, Titta Aguiar, no curso de Dress Code Empresarial e Consultoria a Políticos, ambos no Brasil. Tem várias actualizações e cursos sobre Personalidade, Etiqueta, Cultura, Moulage, Lingerie, Customização, Costura e Coloração. Trabalha actualmente como Stylist da Apresentadora de TV, Mazunina Codinha, e é Comentadora da rubrica Fashion Police no programa Zap News.

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