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ARGÉLIA A GLÓRIA, TRÊS DÉCADAS DEPOIS

| Editoria Desporto | 19/08/2019

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Com um futebol vistoso, convincente e arejado, a selecção de futebol da Argélia conquistou, no Cairo, a 32ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN), que decorreu de 21 de Junho a 19 de Julho, no Egipto, quase trinta anos depois da sua última proeza.

Ávidos de sucesso e sem “estrelas” cintilantes no seu colectivo, as “raposas do deserto” conseguiram o feito, ao baterem na final os “leõesde Teranga” do Senegal, por 1-0, num lance de felicidade, no final do primeiro minuto do duelo, que teve como palco o estádio Internacional do Cairo, “vestido” de branco e verde dos milhares de torcedores magrebinos.

O médio argelino Ismail Bannacer, de 21 anos, foi eleito, pela Confederação Africana de Futebol (CAF), o melhor jogador do CAN2019, ao passo que o avançado nigeriano Odion Ighalo sagrou-se o melhor marcador, com cinco golos. O único angolano que conseguiu marcar foi Djalma Campos, no empate a um golo com a Tunísia, no jogo inaugural do seu grupo.

Neste histórico campeonato continental, que juntou pela primeira vez 24 selecções, incluindo a de Angola, formações como as do Uganda, África do Sul e Guiné foras as surpresas nos respectivos grupos, bem como na fase a eliminar, em detrimento de Marrocos, Cote d’Ivoire e RDC, que entraram rotuladas de candidatos ao pódio, pelo historial das performances construído ao longo dos anos.                        

Os senegaleses, que foram ao Egipto em busca do título inédito, entraram para a grande final com a defesa menos batida – apenas um golo sofrido – diante de uma Argélia com o melhor ataque, com 12 golos marcados. Aliou Cissé e Sadió Mané, as duas grandes referências do Senegal, não pontificaram na final, dada a forma como o treinador contrário, Djamel Belmandi, montou a estrutura defensiva. O Senegal continua sem vencer a competição, tendo somado a segunda final perdida, depois de em 2002 ter sido derrotado pelos Camarões, no desempate por grandes penalidades.  

A competição teve o nigeriano Igalou como melhor marcador, com cinco golos, que ajudaram a sua selecção a posicionar-se no terceiro lugar do pódio, depois de derrotar nas classificativas a Tunísia. Mohamed Salah, a estrela africana  da actualidade, a jogar em casa, não conseguiu levar a sua selecção ao grande patamar e foi, por isso, alvo de muitas críticas da imprensa e adeptos, pois dele esperavam mais, depois da brilhante temporada ao serviço dos ingleses do Liverpool, na conquista da Liga dos Campeões Europeus.

Os faraós, que estiveram em busca do octo-campeonato, acabaram por contrariar a própria CAF, pela sua eliminação prematura, em casa, perante um adversário que, à partida, se apresentava acessível, do ponto de vista competitivo, desaire que constitui um amargo de boca para os locais, na fase do mata-mata.

Angola, que teve uma preparação atabalhoada, e arredada da prova ainda na fase inicial, consentiu dois empates, com golos, diante da Tunísia (1-1) e da Mauritânia. Perdeu, na despedida, diante do seu “mal-amado” e “carrasco”, o Mali. Os Camarões, país  que devia albergar a prova, vão receber o evento na próxima edição, mas sem o treinador Clarence Sedorf, despedido depois do insucesso dos leões indomáveis.

Este foi o quarto CAN consecutivo, em anos ímpares, depois dos da África do Sul (2013), Guiné Equatorial (2015) e Gabão (2017).
As cidades do Cairo, Suez, Ismailia e Port Said registaram as maiores enchentes da prova, a começar na jornada inaugural e, depois, nas meias-finais e final. O insucesso de algumas selecções de top levou ao despedimento de muitos treinadores e a consagração de alguns jovens futebolistas, que acabaram por celebrar contratos desportivos com vários emblemas da Europa.

 

Madagáscar apareceu como a equipa sensação da prova, nesta sua estreia, ao liderar o seu grupo e atingir os quartos-de-final, deixando para trás a poderosa Nigéria, a Guiné-Conacry e o Burundi. Batido, finalmente, pela Tunísia, posicionou-se no 6º lugar da tabela classificativa final, à frente de “colossos” como a África do Sul, Marrocos, Egipto, Mali, Ghana, Camarões e RD Congo. A Tanzânia foi a 24ª e última classificada.

Angola terminou na 18ª posição, fruto do seu mau desempenho na prova, motivado pela péssima e tumultuada campanha de preparação, onde faltou de tudo. Organização, planificação, rigor, dinheiro, etc…A sua pior classificação, num CAN, registou-se em 2013, na África do Sul, onde ficou no 14º lugar, apenas à frente do Níger e da Etiópia. A sua melhor prestação foi a chegada aos quartos-de-final, em 2008 e 2010, no Ghana e em Luanda, respectivamente. Nessa altura, a competição era disputada por 16 selecções.

O senegalês Aliou Cisse, técnico da selecção nacional do seu país, foi o único treinador africano e negro da competição, tal como já havia acontecido no mundial da Rússia, o ano passado, entre as 32 selecções participantes. No comando dos “leõesde Teranga”,desde 2015, Cisse foi o mais jovem e o mais mal pago de todos os treinadores que estiveram na Rússia. O seu magro salário rondava os 250.000 dólares anuais, contrastando com os cerca de dois milhões de dólares de Héctor Cúper, o argentino que dirigiu o Egipto – o treinador mais bem pago de uma selecção africana.

O CAN do Egipto também foi marcado pela entrada em cena, pela primeira vez, do VAR (Video Assistant Referee), o Árbitro Assistente de Vídeo, para um melhor ajuizamento dos lances de bola e jogadas polémicas susceptíveis de erros de avaliaçãodos árbitros e seus assistentes de campo. Inicialmente, o uso deste recurso electrónico estava previsto apenas a partir das semifinais, mas alguns erros cometidos pelos árbitros motivaram a sua antecipação para os quartos-de-final.

O recurso ao dispositivo manchou o jogo da final, com a invalidação de uma grande penalidade favorável ao Senegal, assinalada pelo juiz, quando este perdia por 0-1. Vários comentaristas “acusaram” o VAR de ter “morto” a decisão do ser pensante que o criou.

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