Publicidade

Publicidade

Publicidade

África 21 OnlineÁfrica 21 Online

Registre-se na nossa newsletter e mantenha-se informado.
África 21 no Facebook

África 21 Online

Pesquisa

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook

Edição Impressa

Edição do Mês

Destaques da edição de Agosto de 2019

ÁFRICA

EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA EM ÁFRICA, UMA BOMBA AO RETARDADOR

ÁFRICA

O PARADIGMA PARTICULAR DA DEMOGRAFIA VERSUS DESENVOLVIMENTO

ANGOLA

EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA UMA BOMBA DE EFEITO RETARDADO

EUROPA

O PESADELO DEMOGRÁFICO QUE ASSOMBRA A EUROPA

MOÇAMBIQUE

POR ALGUNS DÓLARES MAIS

MUNDO

MUDANÇAS CLIMÁTICAS PODEM ENGENDRAR “APARTHEID GLOBAL”

VENEZUELA

O CAPCIOSO RELATÓRIO BACHELET

ÁFRICA

RUMO A UMA ÁFRICA INTEGRADA E PRÓSPERA

Saúde

Mais de um quarto das crianças em Cabo Verde e Moçambique com problemas de sono

| Editoria Saúde | 01/10/2019

-A / +A

Imprimir

-A / +A

 Mais de um quarto das crianças de Cabo Verde e Moçambique que participaram num estudo científico apresentam problemas de sono, a  televisão é apontada como o principal factor, revelou na segunda feira(01) um relatório da Acta Médica Portuguesa.

A investigação, publicada na edição de Outubro da Acta Médica Portuguesa, a revista científica da Ordem dos Médicos, visou descrever os hábitos de sono destes dois países africanos lusófonos, tendo para isso aplicado um questionário com o objectivo de determinar as variantes com maior influência.

 Segundo o artigo, a que a agência Lusa teve acesso, participaram nesta investigação 206 crianças cabo-verdianas, com uma idade média de 5, 6 anos. A amostra de Moçambique contou com 445 crianças com uma idade média de 8 anos.

 Inês Marques Cordeiro, médica no departamento de Pediatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e uma das autoras do estudo, sublinhou à Lusa que as conclusões “não podem ser generalizadas a todas as crianças dos países estudados, uma vez que a dimensão das amostras estudadas é pequena comparando com a população total”.

Ainda assim, através das respostas obtidas, os investigadores identificaram 29,9% de problemas de sono nas crianças estudadas em Cabo Verde.Trata-se de uma percentagem maior do que a que é reportada pelos pais (22,8%).

O mesmo questionário permitiu apurar que 63% partilha a cama com os pais, 30% vê televisão antes de adormecer e 63% faz a sesta, variantes que influenciam as conclusões.

Em Moçambique, foram identificados problemas de sono em 28,4% das crianças inquiridas. Estes problemas só são reportados pelos pais de 6,9% das crianças. Neste país, e ainda tendo por base de estudo 445 crianças, 29% partilha a cama, 33% vê televisão antes de adormecer e 23% faz a sesta.

Desta investigação, Inês Marques Carneiro destaca “o facto de os pais subestimarem as perturbações, quando comparado com os resultados do questionário”.A investigadora aponta ainda para “a elevada prevalência de «sesta», mesmo em crianças mais velhas”.

Estes aspectos, explicou, estarão, “pelo menos em parte, relacionados com factores culturais, hábitos e expectativas parentais relativamente ao sono das crianças”. Também “o impacto negativo no sono do uso da televisão, que está bem descrito na literatura”, é apontado por Inês Marques Cordeiro.

Em relação a Cabo Verde, a autora do estudo juntamente com Pedro Fonseca (Instituto Superior de Engenharia e Gestão) e Rosário Ferreira (do departamento de Pediatria do Hospital de Santa Maria) sublinha a “uma elevada prevalência de sesta, incluindo as crianças mais velhas”.

“A sesta tem vindo a ser descrita como um hábito comum em países com temperaturas elevadas durante o dia. É mais comum no meio rural do que no urbano e também em culturas que mantêm como norma este padrão bifásico de sono”.

Em relação à partilha de cama destas crianças neste país, esta “poderá ser determinada por vários factores, como os agregados familiares maiores, um nível socioeconómico mais baixo, mas também por ser um hábito culturalmente enraizado”.Na verdade, explicou, “países altamente desenvolvidos, como o Japão, praticam também este hábito de «cosleeping», mostrando a forte componente cultural na sua base e não necessariamente por se associar a países mais pobres ou a erros relativamente a hábitos de sono”.

Em relação às crianças de Moçambique que participaram no estudo, os autores compararam crianças filhas de mães moçambicanas com filhas de mães portuguesas, para tentar perceber se haveria um resultado diferente nos «scores» em famílias vivendo na mesma cidade, com a mesma exposição solar, com os mesmos horários escolares, mas com bases culturais distintas.

 “Os resultados mostraram uma pequena diferença dos «scores», o que reforça a influência da cultura nos hábitos de sono, como tem vindo a ser descrito na literatura”.

 

Imprimir

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook
África 21 Online

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade