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Política

ONU admite "problemas" em controlar situação na RDC

| Editoria Política | 27/11/2019

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As Nações Unidas admitiram nesta quarta-feira (27) que estão a enfrentar "problemas" no controlo da situação no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), que esta semana tem sido palco de violentos protestos contra a missão desta organização no país, noticiou a Lusa.

"Estamos a deparar-nos com problemas que são muito difíceis de gerir para uma missão", afirmou a chefe da missão das Nações Unidas na RDC(MONUSCO), Leila Zerrougui, aos jornalistas.

Numa vídeo-conferência a partir da capital congolesa, Kinshasa, a responsável abordou os protestos que têm afectado a cidade de Beni e a sua periferia.

Segundo a polícia, nos protestos morreram pelo menos quatro civis na segunda-feira. dirigem-se à alegada passividade dos capacetes azuis da ONU perante os ataques na região conduzidos pelo grupo armado ugandês Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla inglesa).

De acordo com fontes militares citadas pela agência France-Presse, durante o dia de hoje morreram outros dois civis, elevando assim para seis o número total de vítimas mortais em dois dias.

A diplomata enviou as suas condolências pelas mortes registadas e disse que estas estão a ser investigadas, tendo isentado as forças da MONUSCO destes episódios.

A responsável da ONU assinalou que as tropas das Nações Unidas estão a trabalhar num contexto difícil no nordeste da RDC e reconheceu que os ataques contra a missão são uma consequência da frustração de alguns habitantes contra a violência na região.

De acordo com Zerrougui, a população entende que as Nações Unidas, cujo principal mandato é proteger os civis, têm capacidade para fazer mais contra as ADF.

Ainda assim, a argelina defendeu que a ONU não pode lançar uma ofensiva contra esta milícia da mesma forma que um exército nacional, uma vez que não pode suportar os danos colaterais que resultariam de uma operação numa complexa zona de selva e onde as ADF conseguiram infiltrar membros entre civis nas populações dispersas.

Zerrougui confirmou a ocorrência de pelo menos 14 ataques desde o início do mês, a maioria durante a noite, dos quais resultaram 80 mortos.

Beni insere-se na província de Kivu-Norte, um dos epicentros da actual epidemia de Ébola na RDCongo. De acordo com a responsável da MONUSCO, as manobras das Nações Unidas contra o vírus têm também sido rejeitadas pela população local.

Para Zerrougui, a organização está preocupada com os efeitos resultantes desta violência nos esforços de resposta ao Ébola.

Na terça-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciaram a retirada de 76 dos seus funcionários da cidade de Beni por precaução.

O nordeste da RDCongo está imerso há vários anos num longo conflito, sustentado por milícias rebeldes e pelos ataques do Exército congolês.

O mandato da MONUSCO, missão que conta com mais de 18.000 operacionais no país, deverá ser renovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas até ao final do ano.

A MONUSCO é uma das missões mais caras da ONU, com um orçamento de cerca de mil milhões de euros.

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