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Moçambique - Indicadores de Confiança e de Clima Económico - Janeiro 2015

| Editoria Estudos | 04/02/2015

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(DR)

Moçambique - Indicadores de Confiança e de Clima Económico – Janeiro 2015

1.ANÁLISE AGREGADA

Clima económico estável no quarto trimestre

O indicador do clima económico das empresas (ICE) manteve nos últimos três meses de 2014 a posição alcançada no terceiro trimestre facto influenciado principalmente pela estabilização da expectativa do emprego mas contrariada pela perspectiva da procura que consolidou a sua subida num ritmo ténue pelo segundo trimestre consecutivo.

A estabilização do clima económico entre Outubro e Dezembro foi sectorialmente influenciada pela quebra substancial da confiança nas actividades da produção industrial e da construção mas equilibrada pela avaliação positiva dos sectores de comércio, transportes, alojamento e restauração e de outros serviços não financeiros se comparado com o terceiro trimestre.

Procura consolida perspectiva positiva no quarto trimestre

Nos últimos três meses de 2014, o indicador de perspectiva de procura continuou favorável pelo quarto trimestre consecutivo, apesar da tendência ter ocorrido a um baixo ritmo ao longo do ano. A trajectória positiva da procura futura deveu-se à avaliação abonatória do indicador nos sectores de comércio, transportes, de alojamento e restauração e de outros serviços não financeiros que suplantaram assim o pessimismo dos empresários dos ramos de produção industrial e de construção no mesmo período de referência.

Emprego com perspectiva de estabilidade

Com efeito, através do indicador de perspectiva de emprego, este registou um incremento marginal no trimestre em análise, o que indiciou uma estabilidade traduzida pela previsão de baixa de emprego nos sectores da produção industrial, do comércio e de outros serviços não financeiros mas compensada pelas expectativas altas do mesmo indicador nos ramos de alojamento e restauração, construção e nos transportes.

Preços com perspectiva ligeira de subida

Nos últimos três meses de 2014, o indicador de perspectiva dos preços registou uma subida ténue, após a previsão de ligeira descida de Julho a Setembro. Contribuíram para esta previsão ligeiramente alta de preços no futuro, o aumento do indicador em todos os sectores com excepção da área de outros serviços não financeiros, que previu em baixa os preços de bens e serviços nos próximos meses.

Empresas com constrangimentos estabilizam-se

Em média, 28% das empresas inquiridas enfrentaram algum obstáculo no último trimestre do ano, o que constituiu praticamente uma estabilização face ao trimestre anterior, facto que corrobora com a tendência do ICE no período em análise.

Essa situação foi influenciada pela melhoria de ambiente de negócios traduzida pela diminuição de empresas com constrangimentos nos sectores de transportes, produção industrial e de outros serviços não financeiro mas compensada por aumento de empresas em mau ambiente nos sectores de construção, comércio, alojamento e restauração. Os sectores de transportes, produção industrial e de construção continuaram a ser aqueles que registam maior frequência de unidades empresariais com constrangimentos no exercício da sua actividade.

2.ANÁLISE SECTORIAL

2.1.Conjuntura do Sector de Alojamento, Restauração e Similares

Confiança no sector hoteleiro e de similares em ascensão

Em Dezembro, o indicador de confiança do sector de alojamento, restauração e similares consolidou a recuperação iniciada em Novembro, ao registar um aumento extraordinário cujo saldo suplantou os últimos 23 meses da sua série temporal.

A recuperação caracterizada como fora do normal da confiança na actividade deveu-se à avaliação muito positiva de todos componentes do indicador síntese do sector no mesmo período de análise, facto que está associado à estabilidade política e à época alta da procura dos serviços do sector.

Em linha com indicador síntese deste ramo económico, a procura actual dos serviços aumentou duma forma exponencial num clima de perspectiva de subida substancial de preços e de estabilidade da perspectiva da capacidade hoteleira instalada.

No entanto, cerca de 26% das empresas desta actividade enfrentaram alguma limitação de actividade em Dezembro, o que representou um aumento de 6% das empresas relativamente ao mês anterior- facto que significa que apesar do bom momento actual do sector, alguns constrangimentos continuam afectar o normal desempenho da actividade.

Os principais factores referidos pelos agentes económicos do sector continuaram a ser a concorrência, a baixa procura, a falta de água e/ou de electricidade e os outros factores não especificados em ordem de importância.

2.2.Conjuntura do Sector de Serviços de Transportes

Confiança nos serviços de transportes volta a recuperar

Em Dezembro, o indicador de confiança de serviços de transportes e armazenagem voltou a recuperar, desta feita duma forma substancial, ao atingir o saldo mais alto dos últimos 21 meses da sua série temporal.

A viragem positiva da confiança do sector deveu-se à avaliação favorável de todas variáveis que compõem o indicador, mas com maior destaque para o volume de negócios e as perspectivas de emprego que subiram duma forma extraordinária se comparadas com o mês anterior.

Em linha com o indicador do sector, a carteira de encomendas aumentou também duma forma substancial, num clima caracterizado pela perspectiva de subida ligeira de tarifas no mesmo período de referência.

Cerca de 39% das empresas inquiridas deste sector enfrentaram algum obstáculo no período em análise, facto que correspondeu a um aumento de 11% de empresas com dificuldades face ao mês anterior.

Os factores que mais influenciaram o aumento de empresas com constrangimento no sector foram os elevados custos operacionais, a concorrência e os outros factores não especificados.

2.3.Conjuntura do Sector da Produção industrial, Electricidade e de Água

Confiança no sector industrial recupera ligeiramente

Em Dezembro, o indicador de confiança do sector de produção industrial, que inclui também as actividades das indústrias extractivas, de produção e distribuição da electricidade e água recuperou ligeiramente face ao mês anterior, interrompendo assim a situação negativa que observava nos últimos dois meses (outubro e novembro) que ditou a sua queda ao nível da análise por trimestre.

A recuperação suave em alusão acima deveu-se às perspectivas optimistas da procura e do emprego no mesmo período de referência, o que permitiu suplantar apreciação negativa da actividade actual.

Em linha com análise anterior, os stocks estiveram abaixo do normal, facto que se traduziu no aumento substancial do volume de negócios num ambiente caracterizado pela perspectiva de aumento ténue dos preços no mesmo mês em análise.

Cerca 33% das empresas deste sector tiveram constrangimentos no mês em análise, o que correspondeu a uma estabilização de empresas face ao mês anterior.

A concorrência, a falta de matéria-prima e os outros factores não especificados continuaram sendo os obstáculos que mais influenciaram negativamente o desempenho do sector.

2.4.Conjuntura do Sector da Construção e Obras Públicas

Perspectiva alta da facturação recupera a confiança do sector de construção

Em Dezembro, o indicador de confiança empresarial do sector da construção voltou a recuperar, desta feita duma forma substancial, com o seu saldo a suplantar o período homólogo.

A recuperação substancial da confiança do sector em estudo foi influenciada pela perspectiva em demasia de incremento de volume de negócios e da carteira de encomendas num ambiente de estabilização das perspectivas de emprego no mesmo período de referência.

Em sintonia com o indicador síntese do sector, a actividade actual do sector aumentou tenuemente, mas numa situação em que os preços segundo a perspectiva dos agentes económicos do sector continuaram pelo segundo mês consecutivo com a tendência inflacionista.

Cerca de 38% de empresas do sector registaram no mês de referência alguma limitação no desempenho normal da sua actividade, o que representou 5% de incremento de empresas em dificuldades face ao mês anterior.

Os principais obstáculos do sector continuaram a ser a baixa procura, que se traduziu em poucas obras adjudicadas ao sector, e os outros factores não especificados em ordem de importância.

2.5.Conjuntura do Sector de Comércio

Perspectiva de aumento da procura melhora confiança do sector do comércio

Em Dezembro, o indicador de confiança do sector do comércio por grosso e a retalho, manutenção e reparação de veículos automóveis aumentou extraordinariamente, interrompendo assim a tendência negativa registada entre os meses de Outubro e Novembro.

A viragem para positiva da actividade em análise no mês de referência deveu-se à apreciação positiva de todas as componentes do indicador síntese do sector, com maior destaque para a procura que registou perspectivas muito positivas se comparadas com o mês anterior.

Em linha com o indicador síntese do sector, o volume de negócios aumentou de forma ténue, contrariando assim as perspectivas de facturação que diminuíram para o mesmo mês de análise. A perspectiva de preços foi de ligeiro incremento no mesmo período em análise.

Cerca de 28% das empresas do comércio sentiram alguma dificuldade no desempenho da sua actividade em Dezembro, o que correspondeu a 1% de diminuição de empresas do sector com limitação de actividade face ao mês anterior.

Os principais factores que afectaram o desempenho do sector foram a concorrência e a baixa procura.

2.6.Conjuntura do Sector de Outros Serviços Não Financeiros

Perspectiva positiva de vendas consolida a confiança no sector de outros serviços

Em Dezembro, o indicador de confiança do sector de outros serviços não financeiros recuperou duma forma substancial, facto que ocorre pelo terceiro mês consecutivo e tornou o respectivo saldo, o mais alto dos últimos catorze meses da sua série temporal.

A tendência positiva do indicador foi influenciada pelo perfil positivo de perspectiva do volume de negócios nos últimos três meses bem como pelo incremento substancial da perspectiva da procura no mês de referência, o que conjuntamente suplantou apreciação desfavorável da actividade actual.

Em sintonia com a actividade actual, a procura actual e o volume de negócios registaram também uma diminuição substancial no mesmo período de referência contrariando assim a trajectória ascendente do indicador síntese do sector.

Cerca de 19% das empresas deste sector foram afectadas por algum factor negativo no mês de referência, o que correspondeu a 3% de aumento de unidades empresariais com alguma limitação de actividade face ao mês anterior.

A limitação da actividade do sector foi influenciada, principalmente, pela concorrência, baixa procura e por outros factores não especificados.

INE Moçambique

Janeiro de 2015

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